A região afetada é densamente habitada e com população mais jovem

Papua Nova Guiné informou, nesta segunda-feira (27), ao escritório local da ONU, que mais de duas mil pessoas foram soterradas no enorme deslizamento de terra que devastou uma aldeia, de acordo com cópia do documento verificado pela agência AFP. A Papua Nova-Guiné está situada no Oceano Pacífico, a norte da Austrália, compreendendo uma superfície de 463 mil Km², dividida em 21 províncias, e com 7,7 milhões de habitantes.
“O deslizamento de terra soterrou mais de duas mil pessoas e causou grande destruição”, disse o Centro Nacional de Desastres da Papua ao escritório da ONU na capital, Port Moresby. A ONU havia estimado a morte de 670 pessoas na avalanche, ocorrida na sexta-feira.
A região afetada pelos deslizamentos, na província de Enga, é densamente povoada, segundo as autoridades locais, e tem uma população jovem. As autoridades temem que muitas das vítimas mortais sejam crianças com menos de 15 anos.
Apenas seis corpos foram recuperados desde o deslizamento de terra na sexta-feira, e a ONU disse que o número de mortes deve mudar, já que os esforços de resgate devem continuar por dias. Segundo o centro nacional de gestão de catástrofes, a principal rodovia que leva à mina de Porgera estava “completamente bloqueada”.
“A situação continua instável porque o deslizamento de terra continua avançando lentamente, o que coloca em perigo tanto as equipes de resgate como os possíveis sobreviventes”, acrescentou o centro de gestão.
Os socorristas trabalham em condições difíceis, e pedras continuam caindo e movimentando o solo na região. Segundo o agente da ONU, quase 250 casas na área foram evacuadas por precaução. As autoridades aguardavam a chegada de equipamentos pesados e escavadeiras no domingo, mas o envio foi adiado devido à violência tribal na única rodovia que não foi bloqueada pelo desastre.
Papua-Nova Guiné registrou vários terremotos, inundações e deslizamentos de terra desde o início do ano.

(Com informaçõess, O Globo)











