Adib Elias critica declarações do ex-governador sobre atual administração e ataca tentativa de ‘se apropriar do mérito’ de Caiado

O secretário estadual de Infraestrutura, Adib Elias (MDB), rebateu nesta sexta-feira (30) as críticas feitas pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), em entrevista ao podcast Giro 360 e publicadas pelo POPULAR, tanto sobre a atual administração quanto à composição política em torno do governador Ronaldo Caiado (UB).
O ex-prefeito de Catalão e coordenador da primeira campanha de Caiado ao governo estadual, em 2018, refutou os comentários de Perillo sobre temas que devem entrar no debate eleitoral do próximo ano. Para Adib, o ex-gestor tenta “reescrever a história”, por não considerar a situação deixada pelos tucanos há seis anos e alegar que os bons resultados seriam consequência de políticas iniciadas no governo anterior.
“Essa narrativa é uma tentativa muito ruim e mal ensaiada de reescrever a história. Nós presenciamos o que a população viveu nos anos finais da administração Marconi Perillo. A segurança era tão ruim que nós presenciamos a morte do prefeito de Itumbiara e o próprio governador em exercício foi alvejado”, afirmou.
“Foi um verdadeiro colapso do sistema de segurança. Os presídios viraram sede de facções criminosas. Tinha motel dentro de presídios. Fugir da cadeira era rotina e a presidente do Conselho Nacional de Justiça, a ministra Carmen Lúcia, quando veio aqui, não conseguiu entrar nas unidades para realizar inspeções. Os números são inquestionáveis”, apontou Adib.
“Hoje já são seis anos sem um único roubo a bancos. Os homicídios caíram 55%. A sensação de segurança voltou, mas não por mágica. Foram prestados grandes serviços à população. Foram R$ 17 bilhões de investimentos e a verdade é que eles ignoraram a segurança por muitos anos. Não havia planejamento nem valorização profissional. Então, se o ex-governador quiser elogiar a Segurança Pública de Goiás, ótimo. Mas tentar se apropriar do mérito é, no mínimo, desonesto”.
Adib ainda negou a acusação de que o atual governo seja “absolutista”, no processo de ampliação da base aliada desde 2019, com adesão de prefeitos e lideranças. “Nós não praticamos esse absolutismo que ele praticou durante 20 anos, cooptando todo mundo. As pessoas, os prefeitos, os líderes políticos, quando eles vêm para ficar ao lado do governador Ronaldo Caiado, não são cooptados. Eles vêm pelos investimentos que o governo tem feito em todos os 246 municípios, sem vislumbrar partido político, ideologia política”, afirmou o secretário.
Conselhos
Ele parece esquecer que foi justamente no governo dele que o estado virou um verdadeiro balcão de negócios, onde cargos estratégicos eram preenchidos por aliados políticos sem qualquer qualificação técnica”, disse Adib.
Perillo criticou a quantidade de secretários estaduais em posições nos conselhos de estatais, que, como revelado pelo POPULAR, chegam a acumular remunerações que superam o salário do governador.
“Com o PSDB, conselhos, tribunais, agência e até órgãos de controle eram todos loteados com indicações pessoais, sem qualquer critério, além da fidelidade ao chefe. Hoje a realidade é outra. Todas as indicações aos conselhos de administração e fiscal seguem estritamente o que está previsto na legislação. Mais do que isso, os integrantes são profissionais qualificados, com formação sólida”, apontou o secretário.
Adib também rebateu as críticas do ex-governador ao atendimento em Saúde, ao apontar supostos “desconforto” e “insatisfação” da população em relação aos hospitais estaduais. “Há um descontentamento em relação a boa parte das estradas, da infraestrutura, do escoamento da produção”, disse o tucano ao podcast Giro 360.
O secretário afirmou que “na administração deles, leitos de UTI só tinha em Aparecida de Goiânia, Goiânia e Anápolis. Não tinha mais em lugar nenhum”. Adib ainda criticou Perillo por buscar a responsabilidade sobre os pontos positivos do governo atual.
Candidatura
O secretário ainda rejeitou uma busca do ex-governador para a construção de projeto de oposição em Goiás para a disputa da eleição do próximo ano, em comparação com a postura do MDB nas disputas contra os tucanos entre 1998 e 2018.
“Quando o Iris perdeu as eleições de 2010 e 2014, foi no segundo turno, e por diferença muito pequena. O PMDB fazia oposição ao governo do Marconi porque realmente não acreditava no modelo político e administrativo que estava instalado. A nossa estrutura cresceu não por oposição não a Goiás, mas por oposição a ele”, disse Adib.
Agora, o confronto vai ser bom quando se mostrar a diferença entre os 20 anos de PSDB com apenas esses seis anos e pouco do governador Ronaldo Caiado, que tem sido falado não só em Goiás, mas no Brasil, com a possibilidade de disputar uma presidência da República”, rebateu o auxiliar.
Com informações jornal O Popular.













