Ecovias Minas Goiás inicia nova frente de restauração do pavimento na BR-050

Com uso de tecnologia mais sustentável, concessionária investirá R$ 370 milhões para renovar asfalto em toda a rodovia

(Foto: Divulgação/Eco Minas Goiás)

A concessionária Ecovias Minas Goiás iniciou neste ano, um novo ciclo de restauração do pavimento na BR-050. Com previsão de investimentos na ordem de R$ 370 milhões, a concessionária irá renovar todos os 436,6 quilômetros de rodovia nos próximos anos com utilização de tecnologias inovadoras e sustentáveis para proporcionar um serviço de alta qualidade com menor impacto ambiental.

As obras tiveram início no trecho da BR-050 em Cristalina (GO), já concluído no último mês. Nesta semana, a frente de trabalho avançou para o segmento entre Uberaba e Delta, no Triângulo Mineiro. Nessa etapa, serão restaurados 28 quilômetros da pista no sentido sul, em direção à divisa com o Estado de São Paulo.

Ainda este ano, outros 40 quilômetros do trecho goiano devem ser recuperados entre o distrito de Pires Belo e o perímetro urbano de Catalão.

INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Na restauração da rodovia são realizados diversos tipos de serviços, no trecho entre Uberaba a Delta, destaca-se duas soluções sustentáveis inovadoras:

A reciclagem do pavimento, com utilização da camada BSM (do inglês Bitumen Stabilized Material) que significada camada estabilizada com betume, asfalto. Nesta solução, são utilizados equipamentos específicos que cortam, misturam e reaplicam a matéria existente na própria pista, adicionando emulsão asfáltica especialmente desenvolvida para essa obra. Destaca-se também a reutilização de material fresado a ser incorporado na mistura asfáltica.

O objetivo da frente de restauração é melhorar as condições de segurança e a trafegabilidade na rodovia. Segundo explica o Gerente de Engenharia da Ecovias Minas Goiás, Guilherme Gonçalves, a concessionária implementou outra novidade que também traz benefícios ao meio ambiente.

“Durante a fresagem, é gerado um resíduo chamado de material fresado e tecnicamente conhecido pela sigla RAP (do inglês reclaimed asphalt pavement). Esse subproduto já era usado para compor camadas mais profundas do pavimento, como a base e a sub-base, mas agora passamos a incorporar 15% de RAP no material utilizado no revestimento asfáltico, que é a camada que forma a pista de rolamento e entra em contato com os pneus dos veículos”, diz.

Como vantagem, a iniciativa contribui para o aumento da qualidade do pavimento, na diminuição de resíduos gerados e na economia de recursos naturais que seriam retirados, por exemplo, de jazidas.

As melhorias também impactam diretamente na segurança viária. A nova composição torna o pavimento mais resistente a intempéries e desgastes, aumentando a vida útil da rodovia e prevenindo o surgimento de buracos ou deformações.

“O reaproveitamento, somado à utilização do asfalto-borracha, é o que existe de mais moderno quando falamos em pavimentação sustentável. Todo esse processo reforça o compromisso da concessionária com o meio ambiente e com a inovação”, conclui Guilherme.