Márcio Martins de Deus, de 44 anos, será julgado por feminicídio mesmo sem ter sido capturado. Crime ocorreu em 2022 e foi cometido com emboscada e descumprimento de medida protetiva.

O Tribunal do Júri de Catalão (GO) irá julgar no próximo dia 17 de julho o caso do feminicídio de Deusirene Gonçalves da Silva Martins, assassinada a tiros em 2022. O réu, Márcio Martins de Deus, de 44 anos na época, está foragido desde o dia do crime, mas será julgado mesmo assim — representado por um defensor nomeado, conforme permite a legislação brasileira.
O crime ocorreu na manhã de 10 de setembro de 2022, na Avenida Engenheiro Levy da Rocha, no bairro Paineiras. Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), Márcio, inconformado com o fim do relacionamento, preparou uma emboscada: ficou escondido atrás de um contêiner e aguardou a ex-esposa passar a caminho do trabalho. Ele a agarrou, apontou uma arma para sua cabeça e atirou duas vezes. Deusirene morreu no local.
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O casal havia se separado cerca de 15 dias antes, e a vítima possuía medidas protetivas expedidas pela Justiça, que proibiam o agressor de se aproximar dela. Mesmo assim, o acusado descumpriu as ordens judiciais, o que agravou a acusação. A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Luís Antônio Ribeiro Júnior e tipifica o crime como feminicídio qualificado — por motivo torpe, emboscada e violência doméstica.

Desde o crime, Márcio Martins de Deus nunca foi localizado, apesar das diligências da Polícia Militar. O caso será julgado pela 2ª Vara Criminal da comarca de Catalão. A expectativa é de que o júri popular traga algum alento à família da vítima, que desde 2022 busca justiça.











