Fugitivo condenado por feminicídio é preso em operação policial com apoio de drones e 65 agentes, em Santa Rita do Novo Destino; 624 munições foram apreendidas; crime aconteceu em Caldas Novas

Homem estava foragido desde março, após fugir durante júri popular em Caldas Novas; ele foi localizado em uma comunidade cigana na zona rural de Santa Rita do Novo Destino, onde também foram apreendidas 10 armas de fogo e 624 munições.

(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta sexta-feira (11), um homem condenado a 25 anos e 3 meses de prisão pelo feminicídio de sua companheira, ocorrido em 2018, no Povoado Nossa Senhora de Fátima, em Caldas Novas. A prisão foi resultado de uma operação conjunta coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, com apoio de diversas unidades da PCGO e uso de tecnologias como drones.

Segundo a Polícia Civil, o condenado estava foragido desde 12 de março deste ano, quando fugiu após ser interrogado durante a sessão do júri popular realizada no Fórum de Caldas Novas. Desde então, as forças policiais monitoravam possíveis locais de esconderijo.

A operação foi concentrada na zona rural do município de Santa Rita do Novo Destino, mais precisamente no Povoado de Placa, onde o foragido se escondia com a ajuda de familiares. O local, de difícil acesso e inserido em uma comunidade cigana, exigiu intensa coordenação logística e envolvimento de 65 policiais civis de várias delegacias regionais, como Goianésia, Ceres e Uruaçu, além do Esquadrão de Drones e do CORE/GT3.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em chácaras e casas ligadas a parentes do condenado — incluindo pais, avós e irmãos — apontados como colaboradores na sua ocultação. Cinco pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de posse e porte ilegal de armas e munições.

No total, foram apreendidas 10 armas de fogo, entre pistolas, revólveres, espingardas e rifles de uso permitido e restrito, além de 624 munições de diversos calibres.

O crime que levou à condenação do investigado ocorreu em 19 de outubro de 2018, em Caldas Novas. Na ocasião, ele gravou um vídeo confessando o assassinato da companheira, alegando que ela queria terminar o relacionamento e suspeitando, sem comprovação, que ela estivesse grávida de outro homem. A mulher foi morta com vários tiros e a hipótese de gravidez foi posteriormente descartada por laudo pericial.

A divulgação da identidade e imagem do preso foi autorizada com base na Lei 13.869/2019 e na Portaria nº 547/2021-DGPC, já que a sentença já havia sido confirmada em segunda instância e havia prisão preventiva decretada.