Polícia Ambiental grande quantidade de pescado ilegal no lago da Usina Serra do Facão, em Catalão

Homem de 52 anos foi preso pela quarta vez; peixes seriam vendidos em Brasília a R$ 10 o quilo

(Foto: Zap Catalão)

A Polícia Ambiental do Estado de Goiás apreendeu aproximadamente 400 quilos de pescado ilegal na manhã desta quinta-feira (28), no lago da Usina Serra do Facão, no Rio São Marcos, zona rural de Catalão. Um homem de 52 anos foi detido durante a operação, sendo esta a quarta vez que ele é preso pelo mesmo crime, segundo a corporação.

De acordo com a Polícia Militar, a ação teve início após uma denúncia recebida pelo serviço de inteligência. Durante o patrulhamento, os policiais avistaram o suspeito em uma canoa com várias redes de pesca. Em buscas pela região, foram localizadas geladeiras e freezers escondidos às margens do rio, onde estavam armazenados os peixes.

(Foto: Zap Catalão)

Entre as espécies apreendidas está a curimba, além de outros tipos de pescado, incluindo exemplares ameaçados de extinção. Ao todo, foram recolhidos cerca de 400 kg de peixes, além de redes, uma canoa e uma caminhonete usadas na prática ilegal.

Venda em Brasília

Em entrevista, o suspeito confirmou que armazenava o pescado e depois o levava para sua residência em Brasília, onde revendia o quilo por aproximadamente R$ 10. “Ele pescava, escondia os peixes em freezers às margens do rio e, quando achava seguro, transportava para comercialização”, explicou o sargento Pina.

Destinação do pescado

O material apreendido foi levado para Catalão e armazenado em uma câmara fria de uma peixaria até a decisão judicial sobre o destino da carga. Conforme Juliano, fiel depositário, a tendência é que os peixes sejam destinados à doação. “É triste ver essa quantidade de pescado, ainda mais espécies em extinção. Vamos manter a câmara fria ligada até que o delegado defina para onde será destinado”, afirmou.

A Polícia Ambiental destacou que as fiscalizações seguem em toda a região com o objetivo de combater a pesca predatória e preservar o equilíbrio ambiental.

Confira entrevista com o 1º Sargento Pina: