Funcionário de clube em Araguari é preso por suspeita de abusar de duas adolescentes de 12 anos

Homem de 61 anos teria passado a mão nas nádegas das vítimas no toboágua do Pica-pau Country Club; caso ocorreu no último domingo (31)

Foto: Reprodução/Google Street View

Um funcionário de 61 anos do Pica-pau Country Club, em Araguari (MG), foi preso no último domingo (31) sob suspeita de cometer atos de abuso sexual contra duas adolescentes de 12 anos. De acordo com o relato das vítimas, o homem teria passado a mão em suas nádegas enquanto aguardavam para descer no toboágua do clube. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e chocou frequentadores do local.

As vítimas contaram a uma testemunha – outro funcionário do clube – que o suspeito esbarrava constantemente nelas com os braços e, em seguida, as tocou inapropriadamente. Segundo o depoimento, após o ato, o homem lambeu os dedos enquanto as observava. A testemunha acionou os pais das meninas, que confirmaram a história diante da gerência do clube. A Polícia Militar foi chamada e prendeu o acusado em flagrante.

Em nota, a Polícia Civil informou que o idoso foi autuado por estupro de vulnerável após as vítimas e seus pais reiterarem o relato em escuta especializada. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e aguarda julgamento. A PC também orienta que outras possíveis vítimas procurem uma delegacia.

O Pica-pau Country Club emitiu um comunicado detalhando as ações tomadas:

  • Suspendeu o contrato do funcionário;

  • Afirmou que segue rigorosos padrões na contratação (incluindo análise de antecedentes);

  • Reconheceu a falta de câmeras no local devido à altura do toboágua;

  • Comprometeu-se a cooperar com as investigações e revisar medidas de segurança.

O caso reacende o debate sobre segurança em espaços de lazer infantojuvenis. Especialistas alertam para a necessidade de protocolos mais rígidos e monitoramento constante, mesmo em áreas de difícil vigilância.

O que disse o Pica-pau Country Club

“Sobre os fatos narrados no Boletim de Ocorrências policial lavrado em razão do ocorrido no âmbito do Pica Pau Country Club no último domingo à tarde, em que estiveram envolvidos um funcionário do Clube e duas adolescentes que estavam usando o toboágua na ocasião, é necessário esclarecer o seguinte:

1) a contratação de funcionários sempre segue os mais rígidos padrões de seleção de pessoal, mediante realização de processo seletivo com entrevista e análise documental, inclusive com exigência de apresentação de certidão de antecedentes criminais para exame pelo setor de Recursos Humanos;

2) o setor onde foi alegado que se deram os fatos, no alto do toboágua, não dispõe de câmera de segurança, dada a elevada altura do local, porém, ao ouvirem as narrativas das adolescentes envolvidas e seus familiares, por cautela, a gerência de plantão e a Diretoria Administrativa do clube, removeram imediatamente o funcionário acusado deslocando-o para uma área administrativa do clube;

3) conforme esclarecido, tão logo chegou ao conhecimento da gerência do clube sobre o ocorrido, o Clube agiu prontamente com a gerente de plantão e um Diretor Administrativo do clube procurando os envolvidos e conversando com as adolescentes e seus familiares, tendo providenciado a determinação para que o funcionário aguardasse em local adequado a chegada da guarnição da polícia militar acionada pela própria família das menores e justamente assim se deu o desenrolar dos fatos, tendo sido tal funcionário conduzido pelos policiais militares que atenderam a ocorrência até a delegacia de polícia civil;

4) o Clube lamenta o ocorrido e se solidariza diante de tais fatos, se colocando a disposição para tudo que se fizer necessário, tendo os colaboradores do clube comparecido perante a Autoridade Policial no dia dos fatos para prestarem esclarecimentos daquilo que chegou a suas esferas de conhecimento;

5) o Clube, atendendo ao previsto na legislação brasileira, já providenciou a suspensão do contrato de trabalho do referido funcionário e aguarda a conclusão das apurações pertinentes pelas autoridades competentes e as deliberações do Poder Judiciário para dar seguimento às medidas internas aplicáveis ao caso;

6) Por fim, estão sendo realizados levantamentos internos para verificar se há alguma medida que possa ser adotada, além das já em curso, para coibir situações semelhantes.”