‘Não precisaremos do horário de verão neste ano’, diz ministro de Minas e Energia

Alexandre Silveira disse que o governo está “completamente seguro” da decisão

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (14) que o governo federal não vai retomar o horário de verão neste ano. Segundo Silveira, o governo está “completamente seguro” da decisão.

— O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne mensalmente para discutir a segurança energética nacional e a modicidade tarifária [princípio que garante cobrança de tarifas justas]. Chegamos à conclusão que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano — disse Silveira em entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”.

O ministro reafirmou que não há risco de segurança energética, que é garantida pelo funcionamento das usinas hidrelétricas, e das térmicas nos momentos de necessidade de carga.

— Elas nos dão segurança energética e dependem das nossas térmicas. Por isso, estamos implementando e vamos, na próxima semana, lançar o leilão das térmicas.

Na manhã desta terça-feira, Silveira afirmou que foi um problema de infraestrutura, e não falta de energia, que causou o apagão desta madrugada que afetou todas as regiões do país. Segundo ele, o dano foi “pontual”.

A volta do horário de verão foi ventilada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em algumas ocasiões neste ano. Silveira dizia “torcer” para que não fosse necessário adotar o adiantamento dos relógios novamente, mas que a medida não estava descartada.

Os últimos relatórios produzidos pelo ONS mostraram condições favoráveis do volume de reservatórios de hidrelétricas, afastando a possibilidade de uma retomada da medida.

Suspenso desde 2019, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o horário de verão foi criado para reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural ao adiantar os relógios em uma hora.

No entanto, a efetividade da medida vinha perdendo força nos últimos anos de vigência, diante de uma mudança nos hábitos de consumo da população.

O pico de consumo de energia, que antes acontecia no início da noite, passou a ocorrer ao final da tarde com o uso crescente de ar-condicionado e outros aparelhos de refrigeração. Com isso, a economia de energia com mais uma hora de luz natural perdeu seus benefícios.

Silveira reiterou durante este ano que a medida só seria retomada diante de necessidade urgente, como escassez de energia em períodos de seca. Atualmente, o governo avalia que não há esse risco.

Com informações Globo.com.