Júri condena três por homicídio de Yure Linyker; penas chegam a 16 anos de prisão

Crime ocorreu em 2021 e, segundo a denúncia, foi motivado por rivalidade amorosa. Dois condenados começam a cumprir pena em regime fechado, enquanto o terceiro poderá recorrer em liberdade.

Forum da cidade de Pires do Rio. (Foto: Zap Catalão)

O Tribunal do Júri de Pires do Rio condenou, nesta quarta-feira (12), três homens identificados pelas iniciais W.C.D., M.D.F.S. e L.A.S. pelo homicídio de Yure Linyker Queiroz de Souza, morto em agosto de 2021 após ser atingido por um disparo de arma de fogo enquanto dirigia. O conselho de sentença reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, configurando homicídio qualificado.

Segundo a investigação, Yure dirigia acompanhado de uma amiga quando teve o carro emparelhado por uma motocicleta, de onde partiu o disparo que atingiu a parte posterior de sua cabeça. O caso foi ligado a desentendimentos anteriores motivados por rivalidade amorosa entre a vítima e os envolvidos. Testemunhas relataram que havia histórico de conflitos e ameaças entre eles.

Na sentença, o juiz José dos Reis Pinheiro Lemes, presidente do Tribunal do Júri, fixou a pena de W.C.D., apontado como autor do disparo, em 16 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado. A mesma pena foi aplicada a M.D.F.S., que, segundo a decisão, auxiliou diretamente na execução do crime. Ambos tiveram a prisão decretada imediatamente após a condenação, com o juiz fundamentando a decisão no entendimento do Supremo Tribunal Federal que autoriza a execução provisória da pena em casos julgados pelo Tribunal do Júri.

Já L.A.S., acusado de colaborar emprestando o veículo utilizado no crime, foi condenado a 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumpridos em regime inicial semiaberto. O magistrado reconheceu a participação de menor importância do réu, o que reduziu a pena, e permitiu que ele recorra em liberdade.

Yure Linyker foi baleado em 7 de agosto de 2021, na Rua Deodoro Veiga, no Centro de Pires do Rio. Ele foi socorrido, mas morreu dois dias depois em uma unidade hospitalar devido ao ferimento causado pelo disparo. A investigação apontou que o ataque foi repentino e impossibilitou qualquer chance de defesa.

A sentença foi assinada na Sala Secreta do Tribunal do Júri e publicada na própria tarde desta quarta-feira (12), após a leitura diante das partes envolvidas.

O espaço segue aberto para manifestação das defesas dos réus.