Segundo presidente dos Estados Unidos, operação ocorreu durante a noite e marca a intervenção mais direta de Washington na América Latina desde 1989

Os Estados Unidos realizaram ataques contra a Venezuela durante a noite e capturaram o presidente Nicolás Maduro, afirmou neste sábado (3) o presidente norte-americano Donald Trump, segundo informações da agência Reuters. O anúncio ocorre após meses de pressão política, econômica e militar de Washington contra o líder venezuelano, acusado pelo governo dos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas e de manter-se no poder de forma ilegítima.
De acordo com Trump, a operação teria resultado na deposição e captura de Maduro, encerrando um longo período de tensão entre os dois países. Até o momento, autoridades norte-americanas não divulgaram detalhes operacionais da ação, nem informações oficiais sobre o local para onde o presidente venezueluelano teria sido levado.
A Reuters destaca que Washington não promovia uma intervenção militar tão direta na América Latina desde 1989, quando os Estados Unidos invadiram o Panamá para depor o então líder militar Manuel Noriega, também sob acusações relacionadas ao narcotráfico. A comparação evidencia a dimensão e a gravidade do episódio anunciado neste sábado.
O anúncio ocorre após relatos de explosões durante a madrugada em Caracas e em outras regiões da Venezuela, incluindo os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Informações locais apontam que alvos estratégicos teriam sido atingidos, como instalações militares e estruturas ligadas à defesa do país.
Até a última atualização, o governo da Venezuela ainda não havia confirmado oficialmente a captura de Nicolás Maduro. Anteriormente, autoridades venezuelanas haviam denunciado uma “gravíssima agressão militar” e decretado estado de emergência, mas não se pronunciaram diretamente sobre as declarações feitas por Trump e divulgadas pela Reuters.
A ofensiva acontece em meio a um cenário de crescente isolamento internacional do governo venezuelano. Os Estados Unidos e diversos países europeus não reconheciam a legitimidade de Maduro após a contestada reeleição em 2024. Nos últimos meses, Washington reforçou sua presença militar no Caribe e adotou medidas como bloqueios petrolíferos e apreensão de embarcações, sob a justificativa de combater o tráfico de drogas.
Apesar da afirmação do presidente norte-americano, o caso segue cercado de incertezas e aguarda confirmações oficiais adicionais, tanto por parte dos Estados Unidos quanto do governo venezuelano e de organismos internacionais independentes.











