Três pessoas foram detidas; um suspeito já identificado segue foragido e carga seria vendida no município, segundo a PM

A Polícia Militar apreendeu cerca de 1,4 mil frascos de agrotóxicos com suspeita de falsificação durante uma operação realizada em Catalão, no sudeste goiano. A ação contou com apoio da Companhia de Policiamento Especializado (CPE/CPR), das equipes de Inteligência da 9ª Companhia Regional da Polícia Militar (9ª CRPM) e da Agrodefesa do Estado de Goiás.
Segundo a PM, o valor estimado da carga ultrapassa R$ 2 milhões. Três pessoas foram detidas, sendo dois responsáveis por trazer a mercadoria até o município, além do motorista do caminhão que transportava os produtos. Um quarto envolvido já foi identificado e segue foragido da polícia.
Conforme as investigações preliminares, a carga seria comercializada em Catalão. As diligências ocorreram em diferentes bairros da cidade e resultaram na apreensão de um caminhão e de um veículo de passeio, ambos utilizados na logística do transporte.

A apresentação da ocorrência foi feita na Central de Flagrantes da Polícia Civil, no momento em que os produtos chegaram à delegacia.
Ao todo, foram apreendidos 369 galões de 5 litros e 1.040 frascos de 1 litro. As embalagens apresentavam rótulos apagados, frascos deteriorados, etiquetas coladas com datas e lotes irregulares, além de bulas diferentes indicando o mesmo produto, o que levantou forte suspeita de falsificação.
A Agrodefesa realizou a análise técnica e constatou que os agrotóxicos não seguiam os padrões exigidos pela legislação, como identificação correta de lote, validade, data de fabricação e registro. Ainda conforme os fiscais, toda a carga pertencia tecnicamente a um único lote, apesar das variações nas embalagens, o que caracteriza indício de produto falsificado.
Os técnicos também informaram que não foi possível identificar com precisão a substância presente nos recipientes, o que impede uma avaliação exata do conteúdo e reforça os riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Toda a carga foi apreendida e permanecerá sob custódia da Polícia Civil até a autorização judicial para descarte, que deverá ocorrer por meio de incineração. O caso segue sob investigação para apurar a origem dos produtos, a rota utilizada e a possível rede de comercialização irregular.
A Polícia Militar informou que as buscas continuam para localizar e prender o suspeito que permanece foragido.












