Boate é interditada em Uberlândia após Polícia Civil identificar furto de energia na Avenida Rondon Pacheco

Investigação aponta ligação clandestina desde 2021, com prejuízo estimado em R$ 180 mil; proprietário foi preso em flagrante durante a operação “Caça Gato”

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma boate localizada na Avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia, foi interditada pela Polícia Civil de Minas Gerais após uma fiscalização identificar uma ligação clandestina de energia elétrica, prática conhecida como “gato”. De acordo com a corporação, as investigações indicam que o furto de energia ocorria desde 2021, gerando um prejuízo estimado em R$ 180 mil à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

O proprietário do estabelecimento, de 35 anos, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (31) e autuado por furto qualificado. O nome do empresário não foi divulgado pela polícia. A prisão ocorreu antes da abertura da casa noturna, momento em que apenas funcionários da limpeza e o dono estavam no local.

A ação fez parte da operação “Caça Gato”, deflagrada pela 1ª Delegacia Regional de Uberlândia, com o apoio de técnicos da Cemig. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de irregularidade chegou recentemente à delegacia por meio de denúncia e já vinha sendo apurada.

Durante a vistoria, policiais e técnicos constataram que o medidor de energia estava coberto por um tapume soldado, o que impedia a leitura correta do consumo elétrico. Vídeos registrados durante a fiscalização mostram a estrutura utilizada para ocultar a ligação irregular.

Após a constatação do crime, o empresário recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Plantão, onde prestou depoimento. O estabelecimento foi interditado para a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.

Em nota encaminhada à TV Integração, a defesa informou que o empresário adquiriu a boate recentemente e que não havia feito uma verificação prévia na caixa de energia. A defesa também afirmou que o cliente nunca recebeu notificações sobre problemas no sistema elétrico e que está apurando a situação para esclarecer a suposta irregularidade.

A Polícia Civil destacou que operações desse tipo buscam coibir o furto de energia, crime que provoca prejuízos financeiros, riscos à segurança e impactos diretos no fornecimento elétrico à população.