Ação do Gaeco mira organização criminosa investigada por ocultar recursos de jogos ilegais; apurações continuam para identificar integrantes e valores movimentados

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sexta-feira (30) durante a Operação Quebrando a Banca, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho nos municípios de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Itumbiara, no sul de Goiás.
A operação foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais, com apoio das polícias Militar, Civil e Penal. Em Goiás, as diligências também contaram com a participação do Gaeco local, além da Polícia Militar e da Polícia Penal, para o cumprimento das ordens judiciais.
Segundo o MPMG, as investigações apontam que o grupo movimentava grandes quantias de dinheiro provenientes de jogos de azar, atividade proibida no Brasil, e utilizava diferentes mecanismos para ocultar a origem ilícita dos recursos, conferindo aparência de legalidade aos valores obtidos.
Além da suspeita de lavagem de dinheiro, os investigados podem responder por organização criminosa e pela manutenção de jogos ilegais, como o jogo do bicho e loterias clandestinas. O Código Penal prevê pena de reclusão de três a oito anos para o crime de organização criminosa e de três a dez anos para lavagem de dinheiro, com possibilidade de aumento quando há vínculo entre os delitos. Já as infrações relacionadas a jogos de azar, previstas no Decreto-Lei 3.688/41, podem resultar em prisão simples e aplicação de multa.
A força-tarefa mobilizou quatro promotores de Justiça, 30 policiais militares, três policiais civis e seis policiais penais, além de servidores e colaboradores do Ministério Público. O objetivo da operação é interromper o funcionamento da rede criminosa e impedir que o dinheiro oriundo de atividades ilegais continue circulando na região.
As investigações conduzidas pelo Gaeco de Uberlândia seguem em andamento para identificar todos os integrantes da organização e dimensionar o montante financeiro movimentado pelo esquema criminoso.











