Operação da PF e Receita apreende mais de R$ 500 mil em eletrônicos e flagra empresários jogando iPhones pela janela em Uberlândia

Fiscalização em três estabelecimentos no Bairro Saraiva identificou indícios de descaminho, importação irregular, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal

(Foto: Reprodução)

Mais de R$ 500 mil em produtos eletrônicos foram apreendidos durante uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal realizada na tarde de terça-feira (3), no Bairro Saraiva, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A ação integra a operação Argos, que teve como alvo três estabelecimentos suspeitos de comercializar mercadorias de forma irregular.

No momento da chegada dos agentes a um dos locais fiscalizados, empresários teriam arremessado diversos iPhones pela janela, numa tentativa de evitar a apreensão do material. A manobra foi identificada pelos policiais durante a abordagem.

De acordo com o delegado da Receita Federal, Luis Cláudio Martins, uma pessoa responsável por uma das empresas foi conduzida durante a fiscalização por estar vinculada ao material considerado ilícito. Ainda segundo o delegado, no local também foi encontrada uma arma portada de forma irregular.

As investigações preliminares apontam indícios de venda de mercadorias sem nota fiscal, importação irregular de produtos, prática de descaminho e movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada pelas empresas fiscalizadas. Um dos comerciantes envolvidos já havia sido preso em 2021 pelo crime de contrabando.

Além dos celulares, foram apreendidos acessórios e outros dispositivos eletrônicos suspeitos de terem origem ilegal. A empresa ligada a um dos investigados também apresenta indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, conforme apurado pelos investigadores.

Segundo a Polícia Federal, esse tipo de irregularidade gera prejuízos à economia formal, incluindo evasão fiscal, concorrência desleal e riscos ao consumidor, além de possível ligação com outras práticas criminosas.

Após a conclusão dos procedimentos administrativos, os produtos apreendidos poderão ser declarados perdidos e destinados a leilão, conforme prevê a legislação.

O nome da operação Argos faz referência ao gigante de cem olhos da mitologia grega, símbolo de vigilância constante. A Polícia Federal e a Receita Federal reforçaram que ações de combate ao descaminho, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal seguem de forma permanente na região.