Francielle da Silva Santos era procurada pela Justiça desde condenação; vítima foi enterrada viva após sessão de espancamentos em Araguari

A Polícia Militar prendeu, na madrugada de sexta-feira (20), Francielle da Silva Santos, de 32 anos, no bairro Cristo Redentor, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Ela era procurada pela Justiça por participação na tortura e morte de um homem de 60 anos, crime ocorrido em 2016, em Araguari, no Triângulo Mineiro.
A prisão foi efetuada após consulta ao sistema policial, que apontou um mandado de prisão em aberto contra a suspeita. Após a confirmação, os militares realizaram a abordagem e cumpriram a ordem judicial.
De acordo com o processo, o crime aconteceu em 29 de junho de 2016. Francielle teria agido em conjunto com Lucas Silva de Sousa, Rafael Fabiano Jesus de Aguiar e uma adolescente. O grupo mantinha um ponto de venda de crack em Araguari e decidiu punir o idoso após descobrir que ele havia retirado parte da droga para consumo próprio.
Segundo as investigações, os envolvidos invadiram a casa da vítima e iniciaram uma sessão de tortura. Utilizando um facão e pedaços de madeira, desferiram golpes e provocaram cortes na cabeça, orelhas, braços e pernas do homem. Mesmo após a vítima confessar o uso do entorpecente e se oferecer para pagar pelo prejuízo, as agressões continuaram até que ele perdesse a consciência.
Na sequência, o grupo levou o idoso até um terreno baldio, onde as agressões prosseguiram com socos, chutes e pisoteamentos, principalmente na região do pescoço. Em seguida, os criminosos amarraram braços e pernas da vítima e a colocaram em uma cova.
Conforme laudo da perícia técnica, o homem ainda estava vivo quando foi coberto por terra, morrendo por asfixia pouco depois.
Condenações
Durante o julgamento, realizado em 2021, os acusados negaram participação no crime. No entanto, provas e depoimentos colhidos na fase inicial do inquérito sustentaram a condenação.
As penas somadas pelos crimes resultaram nas seguintes condenações: Rafael Fabiano Jesus de Aguiar recebeu 40 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão; Lucas Silva de Sousa foi condenado a 33 anos, 2 meses e 28 dias; e Francielle da Silva Santos a 17 anos, 3 meses e 1 dia de reclusão.
Atualmente, Lucas cumpre pena no Presídio de Araguari, enquanto Rafael está sob monitoração por tornozeleira eletrônica. Com a prisão recente, Francielle foi encaminhada ao Presídio de Presidente Olegário, onde deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.











