Médico explica que queda no desejo sexual não deve ser ignorada e reforça importância de avaliação individualizada

A queda da libido feminina ainda é tratada por muitas mulheres como tabu ou algo que deve ser simplesmente suportado em silêncio. No entanto, especialistas alertam que o desejo sexual reduzido pode estar ligado a uma série de fatores clínicos e emocionais e merece atenção médica.
Em Catalão, o médico emergencista Pedro Henrique tem chamado atenção para o tema ao defender que libido baixa não é “frescura”, nem falta de amor, mas sim uma condição que pode impactar autoestima, saúde hormonal e qualidade de vida.
Segundo ele, o chamado transtorno do desejo sexual hipoativo é multifatorial e pode atingir desde mulheres jovens até aquelas em idade mais avançada. Entre as principais causas estão quadros de depressão, ansiedade, estresse, pós-parto, uso de medicamentos antidepressivos, além de doenças metabólicas como diabetes, obesidade e hipertensão arterial.
O médico explica que medicamentos como fluoxetina e escitalopram, amplamente utilizados no tratamento de transtornos psicológicos, podem interferir diretamente na sexualidade feminina. Nesses casos, é necessário acompanhamento médico para avaliar possíveis ajustes terapêuticos.
Questões hormonais também estão entre os fatores determinantes. Mulheres jovens podem apresentar níveis reduzidos de testosterona, enquanto pacientes no pré-climatério, menopausa ou pós-menopausa costumam enfrentar queda de estrogênio e progesterona. De acordo com o especialista, a reposição hormonal, quando indicada após avaliação clínica detalhada, pode contribuir para a melhora do desejo sexual. O tratamento pode ser feito por diferentes vias, como gel ou implantes hormonais, sempre em doses fisiológicas e personalizadas.
Outro ponto destacado é a relação entre obesidade e libido. O excesso de peso pode elevar os níveis de cortisol, alterar o eixo neuro-hormonal e reduzir o desejo sexual. Com a perda de peso e a redução do processo inflamatório no organismo, muitas mulheres relatam melhora na autoestima e, consequentemente, na vida íntima.
Para o médico, cada caso deve ser analisado de forma individual, levando em consideração histórico clínico, uso de medicamentos, fase da vida e condições metabólicas. A orientação é que mulheres que enfrentam dificuldade persistente no desejo sexual procurem avaliação especializada para identificar a causa e definir o tratamento adequado.
O atendimento é realizado na Clínica Doutor Gustavo Albino, localizada na Avenida 20 de Agosto, em frente ao estacionamento do Hospital São Nicolau, em Catalão. Informações podem ser obtidas pelo telefone (64) 9 9327-0215.
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