Elias Pires Monteiro, de 39 anos, é suspeito de atuar de forma sistemática contra vítimas; Justiça autorizou divulgação da identidade para localizar possíveis novas vítimas.

A Polícia Civil de Goiás, por meio da 2ª Delegacia Distrital de Polícia (2ª DDP) de Catalão/9ª DRP, cumpriu nesta terça-feira (31) um mandado de prisão preventiva contra Elias Pires Monteiro, de 39 anos, investigado por crimes de 4bus0s s3xu4is cometidos, em tese, contra menores de idade no município.
De acordo com a corporação, a prisão integra a Operação “Sentinela Menorum” e foi decretada pela Justiça após o avanço das investigações, que reuniram novos e robustos elementos de prova. O investigado pode responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
As apurações tiveram início no dia 13 de março de 2026, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares contra o investigado. Durante as diligências, um aparelho celular foi apreendido e, após análise pericial, foram identificados vídeos, fotografias e conversas de cunho s3xu4l envolvendo vítima menor de idade à época dos fatos.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o investigado exercia função de liderança de jovens em uma instituição religiosa em Catalão, utilizando-se da posição de confiança para se aproximar de crianças e adolescentes. Conforme apurado, ele estabelecia vínculos emocionais com as vítimas e, posteriormente, praticava condutas de natureza s3xu4l.

Ainda conforme a corporação, foi identificado um padrão de atuação, com relatos de diversas vítimas — todas menores à época — que indicam aliciamento, manipulação psicológica e abuso da confiança das famílias. O investigado também utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para abordar as vítimas, evoluindo o contato até conteúdos íntimos, além de possíveis casos de abusos presenciais.
A Polícia Civil destacou que a gravidade dos fatos, a quantidade de vítimas, o modo de atuação reiterado e o risco de continuidade dos crimes fundamentaram o pedido de prisão preventiva. Também foi considerado o armazenamento de material envolvendo menor de idade, caracterizando crime de natureza permanente.
Além da prisão, a Justiça autorizou a divulgação da imagem e identidade do investigado, medida considerada excepcional e com finalidade exclusivamente investigativa. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é possibilitar que outras possíveis vítimas procurem as autoridades, uma vez que crimes dessa natureza frequentemente são marcados pelo silêncio e pela vulnerabilidade das vítimas.
A Polícia Civil reforça que eventuais vítimas podem comparecer à delegacia com garantia de sigilo e reafirma o compromisso no combate rigoroso a crimes contra crianças e adolescentes, visando a responsabilização dos envolvidos e a proteção da comunidade.
A divulgação da imagem do investigado foi autorizada pela Justiça, com o objetivo de auxiliar nas investigações e possibilitar a identificação de outras possíveis vítimas.











