Ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais; investigações começaram após denúncias de moradores sobre prejuízos financeiros causados pelos jogos ilegais

A Polícia Civil de Goiás realizou, na última terça-feira (23), uma operação para combater a exploração ilegal de jogos de azar em Caldas Novas, no sul do estado. A ação ocorreu nos setores Nova Vila e Vila São José e resultou na apreensão de aproximadamente 30 máquinas caça-níqueis, além de diversos equipamentos eletrônicos utilizados na atividade ilícita.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Caldas Novas, vinculada à 19ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), e contou com a participação integrada de equipes da Delegacia Municipal, Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic), Central de Flagrantes de Caldas Novas, além de policiais das cidades de Morrinhos e Piracanjuba.
Durante a ação, os agentes cumpriram sete mandados judiciais de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais localizados nos bairros investigados. O objetivo foi desarticular pontos utilizados para a exploração de jogos de azar, prática considerada ilegal pela legislação brasileira.
As investigações tiveram início em maio deste ano, após a Polícia Civil receber diversas denúncias de moradores. Segundo os relatos, familiares estariam enfrentando prejuízos financeiros significativos devido ao uso frequente das máquinas caça-níqueis.
De acordo com a corporação, os equipamentos funcionam por meio de sistemas eletrônicos cujos resultados não podem ser auditados pelos apostadores, o que possibilita a manipulação dos algoritmos e compromete a aleatoriedade dos jogos.
A operação também contou com o apoio da Polícia Técnico-Científica e da Prefeitura de Caldas Novas, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMM) e da equipe de Ação Urbana.
Após as apreensões, a Polícia Civil lavrou os procedimentos cabíveis contra os responsáveis pelos estabelecimentos fiscalizados. As investigações continuam para identificar os envolvidos na instalação, manutenção e distribuição das máquinas, bem como possíveis integrantes da organização responsável pela exploração da atividade ilegal no município.















