Alunos de colégio estadual criam canudo de pasta de banana, em Catalão

A ideia de criar o nomeado “Biocanudo”com pasta de banana nasceu a partir de uma aula sobre polímeros na escola

Vencedores da 8ª Feira de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG) com o canudo de pasta de banana e água (Foto: Divulgação /Luana Rodrigues)

Um grupo de alunos do Colégio Estadual João Netto de Campos criou um canudo de pasta de banana e água, em Catalão. O projeto foi idealizado por Luana Rodrigues Silva, de 18 anos, e realizado com outros dois colegas de classe: Luiz Sávio Santana e Bianca Alves. O biocanudo rendeu a eles o primeiro lugar na 8ª Feira de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG), que aconteceu em 6 de novembro.

Luana contou a reportagem que sempre teve interesse em assuntos que envolvessem sustentabilidade. “Uma vez vi um vídeo na internet que uma tartaruga foi encontrada com canudinho plástico introduzido na narina. Quando teve a Feira de Ciências na minha escola com o tema “Ciência Brasileira: por que e para quê?” me veio isso em mente. Então pensei em criar uma alternativa para o problema, pois vi em pesquisas que os canudos plásticos é um dos principais vilões dos oceanos”, conta a estudante.

“Biocanudo” criado com pasta de banana nasceu a partir de uma aula sobre polímeros. “Pensei em fazer um canudinho usando um biopolímero e com a ajuda de mais dois amigos. Depois encontramos uma matéria sobre uma menina que criou um canudinho com inhame. Nisso vimos que a banana era rica em celulose (polímero natural). Então através da pasta feita apenas com a banana e água consegui criar o canudinho”, explica a adolescente.

De acordo com Luana, a escola deu apoio para o projeto. O colégio teve três projetos inscritos na Feira de Ciências da UFG. Além do canudo feito da polpa de banana, haviam também o tijolo ecológico feito com borra de café e o plástico biodegradável. Contudo, o projeto que ganhou primeiro lugar foi o de Luana, Luiz e Bianca. Ao todo, foram 122 experiências inscritas e 65 alunos da rede pública estadual.

A professora de Biologia e Química dos alunos premiados, Alynne Flávia de Souza, contou que a escola participa do projeto desde a primeira edição e já recebeu dois prêmios. Além disso, trabalha com vários projetos voltados à sustentabilidade e tudo o que é utilizado na instituição é sustentável.

“Foi uma surpresa enorme ter ganhado. Amei o evento, trouxe de lá diversos conhecimentos”, finaliza a líder da pesquisa. Futuramente, a jovem pretende cursar Biologia ou Química.

Com informações do Mais Goiás