A Magia das Cavalhadas de Hidrolina/GO: Tradição Viva no Sertão Goiano – Por Lucas Machado

As Cavalhadas da cidade, comandadas pelos festeiros Rosimar e Silas Castilho, mantêm viva uma herança que remonta ao antigo arraial de Pilar de Goiás, e integram com orgulho os festejos juninos locais

(Fotos: Lucas Machado – @LucasMachadoOficial)

O Circuito das Cavalhadas de Goiás 2025 segue encantando o estado com sua força simbólica e riqueza cultural. Nos dias 21 e 22 de junho, foi a vez de Hidrolina/GO reviver a magia dessa tradição centenária, celebrada com paixão no Estádio Municipal Wagno Souza Silva. As Cavalhadas da cidade, comandadas pelos festeiros Rosimar e Silas Castilho, mantêm viva uma herança que remonta ao antigo arraial de Pilar de Goiás, e integram com orgulho os festejos juninos locais.

A encenação das batalhas entre mouros e cristãos, inspirada nos tempos medievais europeus, se desdobra em Hidrolina com uma beleza singular. As carreiras de luta, a delicadeza dos cavaleiros ao oferecer flores às damas, o torneio das argolinhas e os rituais de trégua e conversão dos mouros ao cristianismo compõem um verdadeiro espetáculo de fé e resistência cultural.

O evento faz parte do Circuito das Cavalhadas, que em 2025 alcança 15 municípios e é apoiado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com um investimento de R$ 4 milhões. Mais do que apoio financeiro, esse incentivo representa o compromisso com a preservação do patrimônio imaterial goiano. A secretária Yara Nunes destacou que a passagem do Circuito por Hidrolina marca a metade do calendário anual com sucesso, fortalecendo o turismo, a economia criativa e, acima de tudo, a identidade cultural de cada município.

Estar em Hidrolina/GO, a mais de 500km de casa, como fotógrafo foi uma experiência tocante. Vi crianças se encantando com os uniformes coloridos, idosos revivendo memórias, e famílias inteiras reunidas em torno de algo que os une profundamente: a tradição. A luz do final da tarde sobre os cavalos perfilados, os olhares atentos das damas durante o torneio das argolinhas, os sorrisos emocionados no momento da conversão. Tudo isso me lembrou por que escolhi fotografar a cultura popular. Registrar esse espetáculo e contribuir para que essas memórias sigam vivas, geração após geração. Em Hidrolina, mais uma vez, entendi que tradição não é passado: é presença. E é potente.

Confira abaixo os registros de Lucas Machado – @LucasMachadoOficial: