A partir de amanhã, 20/julho, o preço médio da gasolina para as distribuidoras passa de R$ 4,06 para R$ 3,86 por litro. A redução ocorre após críticas e pressão do presidente Jair Bolsonaro contra a estatal

A Petrobras anunciou, nesta terça-feira, uma redução do preço médio da gasolina vendida para as distribuidoras, de 4,06 reais o litro para 3,86 reais, passando a valer a partir de quarta-feira.
O reajuste representa uma queda de 4,9% nos preços. É a primeira redução feita petroleira desde dezembro do ano passado e, na prática, retoma o preço médio das refinarias praticado entre maio e junho.
O último reajuste para o combustível foi em 18 de junho, com aumento de 5,18%.
A redução ocorre após críticas e pressão do presidente Jair Bolsonaro contra a estatal. Em dois meses, a companhia teve duas mudanças de comando e tem sido criticada pelos lucros dos últimos anos, que foram recordes.
O preço do combustível interfere na inflação e na percepção econômica da população, por isso, tem sido alvo de reclamações do presidente que pretende buscar à reeleição.
Em comunicado, a Petrobras disse que a redução acompanha a evolução dos preços internacionais de referência, “que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”.
Segundo a Petrobras, a medida é coerente com a prática de preços da empresa, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas também repassar para os preços internos a volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
A estatal afirmou ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A (pura) e de 27% de etanol anidro para a composição da gasolina, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará, em média, de 2,96 reais para 2,81 reais a cada litro vendido na bomba.
A redução ocorre após críticas e pressão do presidente Jair Bolsonaro contra a estatal. Em dois meses, a companhia teve duas mudanças de comando e tem sido criticada pelos lucros dos últimos anos, que foram recordes.
O preço do combustível interfere na inflação e na percepção econômica da população, por isso, tem sido alvo de reclamações do presidente que pretende buscar à reeleição
A última mudança nos preços da gasolina tinha sido anunciada em 17 de junho. O corte atual coinscide com mudanças na alíquota do ICMS do combustível nos estados, que agora conta com limite entre 17% e 18% a depender da região do país.
A alteração nos índices foi vista como uma resposta do Congresso aos aumentos praticados pela petroleira nos últimos meses.
Os preços cobrados nos demais combustíveis não serão alterados.
(Com informações, Band)











