Cão fica com o rosto coberto de espinhos após confronto com ouriço-cacheiro em Uberlândia

Animal silvestre invadiu residência no Bairro Mansões do Aeroporto; Corpo de Bombeiros capturou o ouriço e orienta sobre cuidados em casos semelhantes

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Um confronto inesperado entre um cachorro da raça American Bully e um ouriço-cacheiro mobilizou o Corpo de Bombeiros na sexta-feira (16), no Bairro Mansões do Aeroporto, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O episódio terminou com o cão com o rosto tomado por espinhos após tentar atacar o animal silvestre, que havia invadido o quintal da residência.

De acordo com os bombeiros, o ouriço-cacheiro acessou o imóvel e, ao se deparar com o cachorro, acabou sendo atacado. No entanto, o mecanismo natural de defesa do animal falou mais alto. O ouriço se protegeu eriçando os espinhos, que atingiram principalmente o focinho e a face do cão, interrompendo o ataque.

Para conter a situação e evitar novos ferimentos, o Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou a captura do ouriço-cacheiro. O animal silvestre também apresentava alguns ferimentos e, após o resgate, foi encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU), onde permanecia em atendimento até a última atualização da ocorrência.

O cachorro foi levado pelo tutor a uma clínica veterinária particular para a retirada dos espinhos e avaliação clínica. O estado de saúde do animal não foi divulgado.

Orientações em casos semelhantes

O Corpo de Bombeiros esclarece que os espinhos do ouriço-cacheiro não são venenosos. Na verdade, tratam-se de pelos modificados, extremamente rígidos, que funcionam como um eficiente sistema de defesa contra predadores. Apesar disso, a remoção inadequada pode causar infecções, fraturas dos espinhos e complicações mais graves.

A corporação orienta que, em situações de ataque ou contato com ouriços, a recomendação é não tentar retirar os espinhos por conta própria e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros para realizar o procedimento de forma segura. Além disso, animais silvestres não devem ser manuseados, já que, além do risco de ferimentos, a prática é proibida por lei e pode trazer riscos à saúde humana e animal.