CASO DAIANE: Corpo de corretora assassinada em Caldas Novas será sepultado em Uberlândia

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta pelo síndico do prédio onde morava; corpo foi encontrado após 42 dias em área de mata

Corpo de Daiane Alves Souza foi localizado em uma área de mata após confissão do síndico do prédio onde a vítima morava. (Foto: divulgação/Polícia Civil)

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada em Caldas Novas, no sul de Goiás, será sepultado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo familiares, o enterro está previsto, a princípio, para esta quinta-feira (29), no Cemitério e Crematório Parques dos Buritis, mas o horário ainda depende da liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML), em Goiás.

Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro, quando foi vista pela última vez descendo ao subsolo do prédio onde morava para tentar resolver um problema de energia elétrica. De acordo com a Polícia Civil, o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, matou a corretora e, em seguida, colocou o corpo na carroceria de uma caminhonete, abandonando-o em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.

O corpo foi encontrado após 42 dias de buscas e estava em estado avançado de decomposição. Durante depoimento, o suspeito confessou o crime, mas se recusou a detalhar a dinâmica do assassinato. A polícia informou ainda que o prédio possui apenas dez câmeras de monitoramento e que Cléber teria utilizado pontos cegos do sistema e as escadas para evitar ser flagrado.

O corpo de Daiane Alves de Souza foi encontrado em uma área de mata após o síndico do prédio onde a vítima morava confessar autoria do crime (Fotos: Reprodução)

Segundo as investigações, o síndico e a vítima tinham um histórico de desentendimentos relacionados à administração de apartamentos no condomínio. O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cléber por perseguir Daiane de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica, além de restringir sua liberdade e perturbar sua privacidade.

A denúncia aponta que a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes em um dos imóveis que administrava. A partir disso, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica. Ainda conforme o MP, em fevereiro de 2025, Cléber teria agredido Daiane com uma cotovelada durante uma discussão.

Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro, filmando a situação do prédio. Ela aparece indo até a portaria, retornando ao elevador e, depois, descendo ao subsolo, onde desaparece das gravações. A mãe da vítima afirmou que Daiane não foi vista saindo do prédio nem retornando ao apartamento, e que o carro da corretora permanecia em Uberlândia, cidade natal da família.

Policiais encontram corpo de mineira em região de mata (Foto: Divulgação/PCGO)