Vítima de 25 anos, mãe de três filhos, foi assassinada durante programa sexual; suspeito de 28 anos manteve cadáver atrás de biombo e depois o desovou em quintal.

O corpo de Joyce Karoline Silva, de 25 anos, ficou quatro dias escondido atrás de um biombo na cozinha da casa de Vanderlândio Pinto Rodrigues, de 28 anos, antes de ser enrolado em um pano e transportado nos ombros até um terreno baldio no Bairro São Sebastião, em Araguari, no Triângulo Mineiro. A jovem, que trabalhava como garota de programa, foi morta com um golpe de objeto perfurante no pescoço durante um atendimento no dia 13 de janeiro.
De acordo com a delegada Paula Fernanda de Oliveira, responsável pelo caso, o suspeito manteve o corpo da vítima no pequeno imóvel de aproximadamente 30 metros quadrados mesmo enquanto realizava suas refeições no mesmo cômodo. Com o avanço da decomposição, o odor começou a incomodar os vizinhos, aos quais Vanderlândio alegava tratar-se de “um gato morto no forro”.
Na madrugada do dia 17, por volta das 2h30, câmeras de segurança registraram o homem carregando o corpo até um quintal de uma colônia de casas, onde o abandonou sob entulhos. Três dias depois, na terça-feira (20), uma moradora que criava galinhas no local sentiu o cheiro forte e descobriu os restos mortais.
Joyce havia saído de sua casa no distrito de Dolearina, em Estrela do Sul, no dia 13, para trabalhar em Araguari. Ela foi até uma zona boêmia da cidade e, segundo colegas, saiu por volta das 13h30 para atender a um programa marcado por um site de acompanhantes. Imagens de segurança mostram que chegou à casa do suspeito às 14h36. Duas horas depois, um outro homem entrou no imóvel, ficou menos de dez minutos e saiu – ele foi ouvido pela polícia e liberado em seguida.
A família registrou o desaparecimento no dia 15, quando a jovem deixou de dar notícias e sumiu das redes sociais. Mãe de três filhos, com idades entre 3 e 8 anos, Joyce era descrita pela mãe, Andréia Souza da Silva, como alegre e que gostava de curtir a vida. “Meu sonho era que ela ficasse com os três filhos”, disse a mãe, que confirmou que a filha trabalhava como garota de programa.
O suspeito, que trabalhava na lavoura de café, confessou o assassinato, mas afirmou que a morte foi acidental durante a relação sexual. A polícia, no entanto, constatou que o ferimento foi provocado por instrumento cortante. Ele foi preso em flagrante por ocultação de cadáver e a Polícia Civil pediu sua prisão preventiva por feminicídio. A audiência de custódia confirmou a conversão da prisão, e ele foi encaminhado ao Presídio de Araguari.











