Segundo a Polícia Civil, a arma era do padrasto do menino, que foi liberado após pagar fiança de R$ 10 mil. A perícia apura se outra criança que estava no local teve participação no caso.

Um menino de 7 anos foi baleado no rosto em uma casa na Rua Americano do Brasil, em Uruaçu, na região norte do estado, na noite de quarta-feira (3). A Polícia Civil investiga as circunstâncias em que o tiro foi disparado. Segundo Sandro Leal, tudo indica a criança se autolesionou ao acessar uma arma que era do padrasto.
“Tinha uma outra criança na cena e a dinâmica da perícia está tentando apurar se era possível, pelos elementos técnicos, a altura, a posição do disparo, que essa outra criança tenha tido uma participação”, afirmou.
O nome da criança não foi divulgado, por isso não foi possível atualizar o estado de saúde dela até a última atualização desta reportagem.
O padrastro foi preso pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Anápolis e autuado em flagrante durante a madrugada desta quinta-feira (4). Ele foi solto após pagar uma fiança de R$ 10 mil, informou o delegado. A identidade do homem não foi divulgada, por isso não foi possível localizar a sua defesa.
De acordo com o investigador, não houve uma discussão. O homem deve responder por omissão de cautela e lesão corporal. “O crime é de omissão de cautela, ou seja, deixar uma arma a ponto que uma criança ou um adolescente, um menor de dezoito anos, possa acessá-la”, ressaltou.
Polícia Militar contou a corporação foi chamada para atender uma ocorrência no Hospital Particular Edmundo Fernandes. Na unidade, a equipe médica informou que uma criança havia dado entrada com ferimento provocado por disparo de arma de fogo. As informações preliminares indicam que o menino chegou consciente ao hospital.
O investigador informou ainda que tudo indica que a criança acessou a arma que estava em um ármario. “Tanto que o disparo acertou a bochecha, acertou o armário, a porta do armário, e acabou na parede”, destacou.
A Polícia Técnico-Científica também foi acionada para a realização da perícia no caso.

Com informações: G1 Goiás











