Delegado de Catalão fala sobre operação em SC e GO que resultou na prisão de homem e apreensão de medicamentos sem origem comprovada

Três mandados de busca foram cumpridos em Catalão; suspeito foi preso em flagrante com milhares de comprimidos sem origem comprovada. Defesa se manifestou por meio de nota

Delegado da Central de Flagrantes, Vitor Magalhães (Foto: Zap Catalão)

A Polícia Civil de Catalão, no sudeste goiano, prestou apoio à Polícia Civil de Santa Catarina na manhã desta segunda-feira (26) durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão. A operação investiga a comercialização de medicamentos supostamente adulterados e resultou na prisão em flagrante de um homem após a apreensão de milhares de comprimidos sem comprovação de origem (assista entrevista abaixo).

Em entrevista, o delegado Vitor Magalhães, responsável pela ação em Catalão, explicou que os alvos foram localizados pelas equipes locais. Em uma das residências, os policiais encontraram tonéis com comprimidos e diversos medicamentos, como anabolizantes e remédios para emagrecimento, todos sem identificação de lote ou procedência.

“A gente, a princípio, não sabe de onde eles vêm, se são originais ou adulterados, e nem qual era a finalidade desses medicamentos. Em virtude dessas incongruências, esse alvo foi autuado em flagrante e permanecerá preso à disposição da Justiça”, afirmou o delegado.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, aponta que o homem preso em Catalão seria responsável pela distribuição de matéria-prima e medicamentos clandestinos não só para aquele estado, mas também para outras regiões do Brasil.

A defesa do suspeito se manifestou por meio de nota à imprensa:

“A defesa do investigado vem a público manifestar-se, diante das recentes divulgações envolvendo seu nome, esclarecendo que ainda é prematuro qualquer juízo de valor sobre as acusações que lhe foram imputadas.

Reforçamos que o investigado se coloca à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários e confia plenamente na atuação da Justiça. Ao longo da instrução processual, serão apresentados os elementos que demonstram sua inocência de forma clara e inequívoca.

A defesa reitera o compromisso com a verdade e a legalidade, acreditando que, ao final, a Justiça prevalecerá.”

Dr. Leandro de Paula – advogado do investigado (OAB/GO 49.389)

O suspeito deve responder por crimes relacionados à comercialização e armazenamento de medicamentos sem origem comprovada, com penas que podem chegar a até 15 anos de prisão. As investigações seguem em andamento para apurar a composição dos produtos e os possíveis destinos da distribuição.