Mulher teria cometido os furtos de forma gradual ao longo de meses; caso foi desvendado após operação da Polícia Civil

Uma diarista de 46 anos é investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais por suspeita de furtar cerca de R$ 700 mil em joias, roupas, acessórios e produtos de beleza da casa onde trabalhava, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso veio à tona com a deflagração da Operação Make Up, que cumpriu mandado de busca e apreensão na residência da suspeita, no bairro Jardim Botânico.
De acordo com as autoridades, os furtos começaram em janeiro deste ano e eram realizados em pequenas quantidades, o que dificultou a identificação imediata do crime. A vítima, uma empresária do bairro Novo Mundo, só percebeu a dimensão dos prejuízos meses depois, ao notar o desaparecimento recorrente de itens pessoais. A diarista trabalhava na casa dela há cerca de dois anos e, segundo a polícia, se aproveitava da confiança da empregadora para agir.
Durante o cumprimento do mandado, a investigada confessou os furtos. Parte dos bens subtraídos foi encontrada e deverá ser devolvida à vítima. A Polícia Civil informou que o nome da operação — “Make Up” — faz referência à capacidade da autora de criar histórias falsas para despistar suspeitas, chegando a culpar terceiros pelo desaparecimento dos objetos.
A empresária relatou ainda que desconfiou da funcionária após ver uma foto nas redes sociais, na qual a diarista aparece usando uma das roupas desaparecidas. Ao ser confrontada anteriormente, a suspeita teria apresentado versões que desviavam a responsabilidade, o que atrasou a elucidação do caso.
A Polícia Civil segue com as investigações para concluir o inquérito e avaliar se a diarista responderá por furto qualificado e falsidade ideológica. O nome da investigada não foi divulgado.











