Neste domingo, 13 de julho, amanheceu vibrante em Três Ranchos/GO. Em cada esquina, um som ancestral ecoava. As cores dos estandartes, os passos firmes dos dançadores e o batuque envolvente das caixas deram o tom de mais um capítulo inesquecível da tradicional Festa em Louvor a Nossa Senhora do Rosário.
Neste segundo dia de celebração, desfilaram pelas ruas 10 ternos: quatro da própria cidade, três vindos de Goiânia, dois de Catalão e um terno de Monte Carmelo, Minas Gerais. A cidade se encheu de vida e espiritualidade, num espetáculo que une fé, resistência e identidade cultural.
Os ternos participaram da missa das congadas e procissões durante todo o dia. Mas foi nas visitas às casas dos moradores que a tradição mostrou sua potência mais íntima e tocante. Cada grupo, ao som de suas cantigas, leva bênçãos e esperança a cada porta que se abre, e essa conexão direta com o povo mantém viva uma herança ancestral.
Como fotógrafo oficial das congadas, vivi um dia de profunda emoção. Fiz registros que me arrepiaram, daqueles que não se constroem apenas com técnica, mas com alma. O céu com nuvens lindas, sendo um difusor natural, a luz perfeita e a força das expressões humanas me proporcionaram imagens que falam por si.
Sou apaixonado por esse trabalho, e neste domingo tive certeza mais uma vez: fotografar e documentar as congadas é ser parte de algo maior. É caminhar com os pés no chão e o coração entregue a um povo que dança a própria fé.
Que venham mais dias como esse. Enquanto houver congada, estarei por perto, com minha câmera e minha emoção.
Nesta segunda, tem a tradicional entrega da Coroa, nos vemos lá!




































