Ian Aguiar, de 26 anos, teve o pulmão perfurado e passou por atendimento na UTI; criminoso ainda não foi localizado

Um assalto violento na madrugada do último domingo (4) quase terminou em tragédia em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O engenheiro da computação Ian Aguiar, de 26 anos, foi ferido com um objeto perfurante enquanto aguardava um carro de aplicativo na Rua Marciano dos Santos, no Bairro Santa Mônica, após sair de uma festa. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo a Polícia Militar, Ian foi socorrido pelo próprio motorista de aplicativo, que o encontrou ensanguentado no local e o levou imediatamente à Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do Bairro Pampulha. De lá, ele foi transferido para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde passou o domingo internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
De acordo com a mãe do jovem, Marcirene Aguiar, Ian havia ido a uma festa por volta das 16h. Ao decidir ir embora, seus amigos preferiram ficar, e ele saiu sozinho para pedir um carro por aplicativo. Foi nesse momento que um homem se aproximou para roubá-lo. “Por impulso, ele acabou reagindo. Ele não lembra qual objeto foi usado para feri-lo, nem por que reagiu. Disse que teve sorte do motorista ter chegado logo e o levado ao hospital, senão teria morrido ali mesmo”, contou Marcirene, emocionada.
O jovem teve ferimentos no rosto e uma perfuração abaixo do braço direito, que atingiu o pulmão. Apesar da gravidade, o quadro clínico evoluiu bem. Ian já saiu da UTI, está consciente, fala e consegue caminhar, mas ainda depende de um dreno para respirar adequadamente.
“O Ian é um sobrevivente. Tenho fé de que a polícia encontrará o criminoso. Os médicos ainda não deram previsão de alta, mas sei que ele renasceu naquele dia”, afirmou Marcirene. Ela também desabafou sobre a dor de ver o filho vítima de tamanha violência: “Não é porque sou mãe dele, mas o Ian é muito especial. Mesmo com dor, ele se levanta e caminha para que o sangue escoe pelo dreno. Ele não desanima. Mas, ao mesmo tempo, eu ainda sinto muito ódio pelo que fizeram com ele”.
Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. A Polícia Civil segue investigando o caso.











