Equipe goiana brilhou no Hakanabe, em São Paulo, com projeto tecnológico que une inovação e propósito social

Nem os robôs mais avançados conseguiriam calcular a emoção que tomou conta de uma equipe de estudantes de Catalão (GO) ao ouvir seu nome ser anunciado como vencedor do prêmio de Melhor Projeto Inovador no Hakanabe — uma das maiores competições de inovação educacional do Brasil, realizada em São Paulo.
O feito notável rendeu aos alunos não apenas o troféu nacional, mas também uma conquista histórica: uma vaga em um curso na NASA, nos Estados Unidos.
“Muito feliz, muito feliz de saber que todo o nosso trabalho foi reconhecido”, comemorou o aluno Augusto Félix, emocionado ao relembrar a jornada intensa da equipe até a vitória.
A preparação foi liderada pelo professor Leandro Hall, responsável por transformar a sala de robótica em um verdadeiro laboratório de ideias, dedicação e superação. “Eles passam o dia aqui. O contraturno virou extensão da sala de aula. E os pais acreditam, apoiam. Isso faz toda a diferença”, destacou o educador.
O projeto que colocou Catalão no mapa da inovação educacional mundial começou com um robô que monitora barragens e ajuda a prever riscos de rompimento. A ideia garantiu a classificação da equipe para a etapa nacional. Já em São Paulo, o desafio foi ainda maior: desenvolver, do zero e em apenas cinco horas, uma solução para combater as ondas de calor e apresentar o resultado de forma criativa e convincente.
A resposta veio na forma do Coolpack, uma mochila inteligente capaz de identificar quando a temperatura do ambiente representa risco à saúde. O equipamento exibe um ícone feliz em locais climatizados, mas acende um alerta visual e ativa um umidificador portátil integrado em condições extremas de calor. Além disso, monitora batimentos cardíacos e envia os dados em tempo real para um aplicativo.
“Faltando um minuto a gente ainda estava finalizando os slides”, contou Camila Cândido Honório, lembrando a correria e a emoção do momento.
Entre fios, sensores e improvisos, houve até quem saísse com o dedo furado de tanto costurar. “Fiz o umidificador, costurei, furei o dedo”, disse, rindo, o aluno Gustavo Henrique Barbosa. Já Miguel Gomes de Oliveira aprendeu uma nova habilidade sob pressão. “A agulha nem era a certa… mas agora eu sei costurar!”, brincou.
A vitória marca o início de uma nova jornada: a experiência internacional na NASA, onde os jovens catalanos terão contato direto com tecnologias de ponta e práticas avançadas de inovação.
“É uma conquista deles, das famílias e de Catalão”, celebrou o professor Leandro. “Eles provaram que podem ir onde quiserem — e chegaram à NASA.”
Mais do que um prêmio, a conquista simboliza uma lição poderosa: com foco, criatividade e apoio, o céu nunca é o limite. É apenas o começo.
(Com informações, Matheus Albernaz / TV Anhanguera)













