Materiais ilegais foram escondidos em caminhão de lixo; Limpebrás diz que acompanha as investigações e nega compactuar com a prática

Quatro funcionários da Limpebrás, empresa responsável pela coleta urbana de lixo em Uberlândia, foram flagrados tentando entrar com produtos ilegais no Presídio Professor Jacy de Assis, no último domingo (31). Os objetos estavam escondidos no caminhão utilizado para recolher resíduos na unidade prisional.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), os três garis e um motorista transportavam celulares, chips, isqueiros, cabos e diferentes modelos de carregadores em três sacolas ocultadas dentro de um tambor de lixo. A descoberta ocorreu durante o processo de coleta de resíduos dentro do presídio.
Ainda segundo a Sejusp, um dos funcionários, que se apresentou como tio de um dos detentos, confessou ser o responsável pela tentativa de levar os produtos para dentro da unidade. Ele já vinha sendo monitorado pelo setor de inteligência do presídio e foi autuado pelos crimes de corrupção e por facilitar a entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional. Os demais envolvidos assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.
Entre os objetos apreendidos, chamou atenção um dispositivo considerado inusitado: um “carregador hidráulico”. O aparelho funciona como um mini gerador de energia de 12 volts, movido a água, e estaria sendo usado pelos detentos para recarregar celulares dentro da prisão. O caso está sob apuração interna.
Todos os materiais foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil junto com os suspeitos. A direção do presídio também instaurou um procedimento administrativo para apurar responsabilidades.
O que disse a Limpebrás
Em nota, a Limpebrás afirmou ter sido surpreendida com o ocorrido e destacou que a conduta dos funcionários não representa as práticas da empresa.
“A conduta do(s) colaborador(es) envolvidos não reflete as boas práticas da empresa, que não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer afronta à lei, à segurança pública ou aos regulamentos internos de instituições prisionais. A empresa está acompanhando as investigações promovidas pelas autoridades e reafirma seu compromisso de idoneidade com a sociedade e clientes”, diz o comunicado.











