Genial/Quaest: Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas e reduz distância para Lula na disputa presidencial

Levantamento mostra avanço do senador nas intenções de voto e queda gradual da vantagem do presidente, enquanto Tarcísio de Freitas mantém desempenho estável nos cenários testados

Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Um mês após lançar oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou avanço significativo nas intenções de voto e reduziu de forma expressiva a diferença para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Os dados fazem parte da primeira pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada nesta quarta-feira, e indicam um cenário de disputa mais equilibrado do que o observado no final de 2025.

De acordo com o levantamento, em dezembro do ano passado Lula aparecia com 53% das intenções de voto contra 41% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 12 pontos percentuais. Em janeiro, a distância caiu para 4,3 pontos: o presidente registra agora 49,2%, enquanto o senador alcança 44,9%. O percentual de eleitores indecisos ou que não responderam permaneceu praticamente estável, passando de 6% para 5,9%.

Nos cenários de primeiro turno, Lula mantém a liderança. Na simulação em que enfrenta Flávio Bolsonaro, o petista soma 48,8% das intenções de voto, ante 35% do senador. Já no cenário com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 48,5%, enquanto o paulista tem 28,4%.

A pesquisa também revela que Flávio ampliou seu espaço no primeiro turno. Em dezembro, suas intenções variavam entre 21% e 27%. Agora, os índices oscilam entre 23% e 32%, dependendo da composição dos cenários. O melhor desempenho ocorre em uma simulação sem Tarcísio de Freitas, na qual Lula tem 39%, Flávio alcança 32% e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, aparece com 5%.

Quando Tarcísio é o principal adversário de Lula e Flávio fica fora da disputa, o governador paulista registra 27% das intenções, contra 39% do presidente. Em um cenário com os três nomes, Lula lidera com 36%, seguido por Flávio, com 23%, e Tarcísio, com 9%.

No quadro considerado pela Quaest como o mais provável, Lula aparece com 35% das intenções de voto, Flávio ocupa a segunda colocação com 26% e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, surge em terceiro, com 9%.

Nas simulações de segundo turno, o presidente venceria todos os adversários testados, mas a vantagem diminuiu em relação ao mês anterior. Contra Tarcísio de Freitas, Lula venceria por 44% a 39%, diferença de cinco pontos percentuais — em dezembro, a distância era de dez pontos. Diante de Flávio Bolsonaro, o placar seria de 45% a 38%, vantagem de sete pontos para o petista. Resultado semelhante aparece no confronto com Ratinho Júnior, com 43% a 36%.

A maior folga de Lula ocorre nas disputas contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (44% a 33%), o ex-ministro Aldo Rebelo (45% a 27%) e o presidente do partido Missão, Renan Santos (46% a 26%).

A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR 00835/2026.

Nos bastidores, Flávio Bolsonaro tem buscado se consolidar como principal representante do bolsonarismo na corrida presidencial. No último mês, intensificou acenos ao mercado financeiro e sinalizou que, se eleito, pretende escolher para o Ministério da Fazenda um nome com perfil semelhante ao de Paulo Guedes, ex-ministro da gestão de seu pai. O senador também realizou viagem aos Estados Unidos, onde se reuniu com o deputado Eduardo Bolsonaro.

Apesar do crescimento, Flávio enfrenta resistência no Centrão, que em parte ainda defende a candidatura de Tarcísio de Freitas. O governador paulista, por sua vez, tem reiterado a intenção de disputar a reeleição em São Paulo. Como alternativa, lideranças partidárias avaliam outras composições, como uma chapa com Ratinho Júnior na cabeça e Romeu Zema na vice, sinalizando que o tabuleiro eleitoral segue em aberto e em constante movimentação.