De acordo com a Polícia Civil de Goiás, arma estava em cofre no quarto dos pais. Atingida no peito, criança, de 12 anos, morreu no local

Uma criança de 12 anos foi morta após um disparo feito pelo irmão, de 13 anos, no Condomínio Vale dos Pássaros, em Anápolis. O caso ocorreu por volta das 15h30 desta terça-feira (3) e é apurado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do município. A arma utilizada pelo adolescente foi apreendida. Ninguém foi detido.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a apuração preliminar apontou que os dois irmãos estavam em casa, sob os cuidados de uma funcionária, e brincavam no quarto dos pais, que trabalhavam no momento do ocorrido. No local, o mais velho teria conseguido abrir um cofre, onde a arma estava guardada. Segundo o delegado Vander Coelho, titular do GIH, o pai afirmou, em sua oitiva, que tratava-se de uma arma de colecionador, fruto de herança familiar.
Acompanhado por uma vizinha, que representou a mãe, que estava muito abalada, de acordo com o investigador, o adolescente foi ouvido. Ele teria tirado as munições da arma, mas, ainda segundo a apuração, uma munição não teria sido retirada e, com isso, o irmão foi atingido no peito. Ao chegar ao local, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito. “O que se tem é que ambos tinham grande amizade. O menor estava muito transtornado”, contou o delegado.
O delegado afirma que ainda não é possível determinar em que circunstâncias o disparo foi feito. Um exame pericial será realizado para avaliar a possibilidade de a arma efetuar um disparo acidental. Outras oitivas também devem ser realizadas. Com isso, a polícia espera determinar se o irmão mais velho cometeu algum ato infracional. “Será apurada a possibilidade de ter havido um ato infracional análogo ao homicídio culposo, uma vez que ele não teve a intenção de matar o irmão”, disse Coelho.
Segundo o delegado, não é considerada a hipótese de que o pai tenha sido omisso quanto à cautela da arma de fogo. “Não existe dúvida de que todos os cuidados necessários foram tomados. A arma estava trancada em um cofre, com uma senha. O que o pai poderia fazer para proteger o acesso, foi feito”, afirmou o investigador.
Fonte: Redação/O Popular











