Mulher de 45 anos é suspeita de atear fogo em companheiro em Araguari

Homem de 48 anos sofreu queimaduras graves e foi levado em estado crítico para hospital em Uberlândia

Vítima foi socorrida com queimaduras graves após discussão com companheira. (Foto: Ilustrativa/Polícia Militar)

Um homem de 48 anos ficou gravemente ferido após sofrer queimaduras pelo corpo durante uma tentativa de homicídio registrada na manhã deste domingo (3), em Araguari, no Triângulo Mineiro. O caso aconteceu por volta das 10h10, na Rua Diva Nunes, no bairro Ouro Verde.

Segundo informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas e, ao chegarem ao local, encontraram várias pessoas aglomeradas, que apontaram uma mulher de 45 anos como autora do crime. Testemunhas relataram que a vítima foi vista na via pública com extensas queimaduras, pedindo socorro.

Ainda de acordo com a corporação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o primeiro atendimento no local e encaminhou o homem ao pronto-socorro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A vítima estava consciente inicialmente, mas apresentava queimaduras na face, couro cabeludo, tórax e membros superiores, sendo necessária a intubação para estabilização do quadro clínico.

Conforme relatos colhidos pelos socorristas, o homem afirmou que teria sido incendiado pela própria companheira. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram o casal discutindo, momento em que a mulher aparece com um galão. Em seguida, a vítima surge correndo com o corpo em chamas.

À polícia, a suspeita afirmou que mantém um relacionamento com a vítima há cerca de cinco anos e que o casal possui histórico de conflitos. Segundo sua versão, ela teria ido até a residência para cobrar objetos, e durante a discussão, após ser empurrada, jogou álcool no homem. Ainda conforme o relato, o fogo teria começado porque a vítima estava com um cigarro aceso.

A mulher foi encaminhada à autoridade policial para as providências cabíveis. Um galão utilizado na ação foi apreendido. Ainda segundo a Polícia Militar, a suspeita apresentava lesões corporais, que, conforme sua versão, teriam sido causadas durante o desentendimento.

O caso segue sob investigação.