Força-tarefa federal realizou ação em Patrocínio e encaminhou suspeito e carga ilegal para Uberlândia

Uma força-tarefa formada por órgãos federais e ambientais apreendeu mais de uma tonelada de agrotóxicos contrabandeados durante a Operação Terra Prometida, deflagrada no município de Patrocínio, no Alto Paranaíba. A ação teve desdobramento em Uberlândia, para onde o principal suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados.
A operação foi coordenada pela Receita Federal do Brasil, com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Instituto Mineiro de Agropecuária e do Ibama. O objetivo foi desarticular esquemas de entrada e comercialização de insumos químicos sem registro no país.
Segundo as autoridades, os produtos apreendidos são de origem estrangeira e entraram no Brasil sem qualquer controle sanitário. O uso desses defensivos agrícolas ilegais pode representar riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à qualidade do solo, além de afetar a cadeia produtiva do agronegócio.
Durante as diligências realizadas em Patrocínio, um homem foi preso em flagrante. Como Uberlândia é considerada polo regional de segurança e da Justiça Federal, o suspeito foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal na cidade, onde prestou depoimento e permanece à disposição da Justiça.
Os agrotóxicos apreendidos, que incluem defensivos de alta toxicidade proibidos no Brasil, também foram levados para Uberlândia, onde permanecem sob custódia das autoridades. Após os procedimentos legais, a carga deverá ser destruída com acompanhamento técnico especializado.
Em nota, a Receita Federal destacou que o uso de agrotóxicos ilegais gera concorrência desleal no setor agrícola e pode comprometer a exportação de produtos brasileiros. Isso ocorre porque resíduos de substâncias não autorizadas podem ser detectados em auditorias internacionais, colocando em risco acordos comerciais e a credibilidade do agronegócio nacional.
De acordo com os órgãos envolvidos, a atuação integrada entre instituições de fiscalização fortalece o combate ao contrabando e amplia a proteção à economia formal de Minas Gerais, além de contribuir para a segurança alimentar e ambiental no país.











