PF desarticula quadrilha que vendia cédulas falsas pelos Correios a partir de Uberlândia

Operação Falsus Pecúnia Postal prendeu sete suspeitos e desmontou laboratório clandestino de falsificação de dinheiro

Imagem: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a Operação Falsus Pecúnia Postal, com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso que operava a venda e distribuição de cédulas falsas a partir de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo a PF, a quadrilha utilizava redes sociais para atrair compradores em diversos estados e enviava as notas falsificadas por meio dos Correios.

A ação foi resultado de uma investigação que identificou o uso de plataformas digitais como principal estratégia para a comercialização do dinheiro falso. Os criminosos anunciavam o serviço, negociavam com interessados e despachavam as cédulas por correspondência, numa estrutura que operava de forma profissional e organizada.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Outras quatro pessoas foram presas em flagrante no momento das buscas.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais encontraram um laboratório clandestino utilizado para a produção das cédulas falsas. No local, foram apreendidas notas falsificadas de R$ 100 e R$ 20, além de impressoras, plastificadora, telas de impressão, folhas especiais e tintas. Também foram localizadas porções de maconha, papelotes de cocaína e celulares utilizados nas negociações virtuais.

O nome da operação, Falsus Pecúnia Postal, faz referência à expressão em latim para dinheiro falso, além do uso do sistema postal como meio de distribuição do material ilícito.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação de moeda, associação criminosa e uso de meio de comunicação para fins ilícitos. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema, possíveis compradores e a abrangência das entregas feitas em diferentes regiões do país. A Polícia Federal alerta a população para o risco de envolvimento com esse tipo de crime, que além de ser ilegal, causa prejuízos diretos à economia e ao comércio.