Polícia apreende caminhonete de luxo ligada a esquema milionário de estelionato em Uberlândia

Veículo avaliado em R$ 160 mil teria sido negociado sem pagamento e integra investigação que apura prejuízo superior a R$ 3 milhões

Imagem: Reprodução

A Polícia Civil apreendeu, nesta segunda-feira (26), em Uberlândia, uma caminhonete Fiat Toro, ano 2024, avaliada em cerca de R$ 160 mil, suspeita de integrar um esquema de estelionato investigado no município de Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba. A ação ocorreu após solicitação direta da equipe responsável pelo inquérito instaurado na cidade patense.

Segundo as informações apuradas, o veículo havia sido adquirido por um homem que se apresentou como empresário, mas que não efetuou o pagamento ao verdadeiro proprietário. Após tomar posse do automóvel, o suspeito revendeu a caminhonete a um comerciante de Uberlândia, que afirmou desconhecer qualquer irregularidade na negociação.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima, de 42 anos, entregou o veículo no dia 14 de novembro, acreditando que receberia o valor acordado logo após a transferência de propriedade. O pagamento, no entanto, não foi realizado. Diante da ausência de retorno e da suspeita de golpe, o proprietário registrou ocorrência, o que deu início às investigações em Patos de Minas.

Com a informação de que o automóvel estaria circulando em Uberlândia, investigadores localizaram a caminhonete em um estacionamento no bairro Jardim e efetuaram a apreensão. O comerciante que estava em posse do veículo foi intimado a prestar esclarecimentos e colaborar com a apuração dos fatos. A Fiat Toro foi encaminhada para um pátio credenciado e o verdadeiro dono foi oficialmente comunicado sobre a recuperação do bem.

Ainda segundo a Polícia Civil, o caso integra um esquema de estelionato de grande proporção, que pode ultrapassar R$ 3 milhões em prejuízos. O principal suspeito teria aplicado o mesmo tipo de golpe em diversas negociações, adquirindo veículos com a promessa de pagamento posterior e, em seguida, desaparecendo sem quitar os valores.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Patos de Minas, que trabalha para identificar outras vítimas, recuperar bens negociados irregularmente e localizar o autor dos crimes.