Polícia Civil conclui inquérito sobre mortes de policiais penais em Uberlândia: feminicídio seguido de suicídio é confirmado

Homem de 25 anos matou a namorada, de 43, com disparos de arma de fogo e tirou a própria vida; investigação foi encerrada com pedido de arquivamento

(Foto: Divulgação PMGO)

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava as mortes de dois policiais penais ocorridas no dia 16 de agosto de 2025, em um apartamento no bairro Carajás, em Uberlândia. Após semanas de apuração, o relatório final confirmou que o caso se tratou de um feminicídio seguido de suicídio.

De acordo com as investigações, o homem, de 25 anos, atirou contra a namorada, de 43, utilizando uma arma de fogo registrada em seu nome. Após o crime, ele tirou a própria vida. A perícia recolheu cápsulas e projéteis compatíveis com o armamento usado, além de confirmar a eficiência da arma.

A mulher foi encontrada sem vida no sofá da sala, com múltiplos ferimentos provocados por disparos. Já o autor ainda apresentava sinais vitais quando as equipes de resgate chegaram ao local, mas não resistiu após ser socorrido ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o homem chegou ao prédio na noite do crime, por volta das 19h30, levando uma garrafa de vinho. Testemunhas relataram que ele sofria de transtornos psicológicos e fazia uso de medicação controlada, informação que foi confirmada por laudos médicos anexados ao inquérito.

Com a comprovação da autoria e da materialidade do crime, a Polícia Civil informou que o caso foi encerrado e encaminhado para arquivamento, conforme prevê o artigo 107, inciso I, do Código Penal Brasileiro — que determina o arquivamento em casos em que o autor do crime está falecido.

O caso gerou grande comoção entre colegas e amigos das vítimas, ambos integrantes do sistema prisional mineiro, e reforça o alerta para a necessidade de atenção à saúde mental entre profissionais da segurança pública.