Polícia Civil de Catalão deflagra operação em São Paulo e prende suspeitos de aplicar golpes virtuais

A “Operação Falso Prêmio”, conduzida pela 1ª DDP de Catalão com apoio da Polícia Civil de São Paulo, cumpriu mandados de prisão e busca contra grupo acusado de aplicar fraudes pela internet e lavar dinheiro.

(Foto: Polícia Civil de Goiás).

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da equipe da 1ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Catalão, pertencente à 9ª Delegacia Regional, deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a Operação Falso Prêmio, em conjunto com a Polícia Civil do Estado de São Paulo. A ação ocorreu na capital paulista e em Guarulhos, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato virtual e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão domiciliar e três mandados de prisão preventiva. A investigação teve início após o registro de um golpe aplicado em julho deste ano contra uma moradora de Catalão, que recebeu uma videochamada via WhatsApp anunciando falsamente um prêmio em dinheiro de um supermercado local. Seguindo instruções dos golpistas, a vítima acessou um link e, em seguida, teve uma transferência de R$ 14 mil realizada de forma indevida em sua conta bancária.

Com o avanço das investigações, a equipe da 1ª DDP de Catalão identificou um núcleo estruturado de atuação criminosa localizado na zona leste de São Paulo e em Guarulhos. Os integrantes dividiam funções entre si, como a compra de celulares e chips, habilitação de redes Wi-Fi, realização de chamadas e criação de contas bancárias de “laranjas” para movimentação dos valores obtidos com as fraudes.

Dois dos suspeitos presos já possuíam antecedentes por estelionato e tiveram suas contas bancárias associadas a outros golpes semelhantes. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos notebooks, computadores e sete celulares, que serão submetidos à perícia.

Os três detidos — dois homens e uma mulher — foram encaminhados ao sistema prisional paulista, onde permanecem à disposição da Justiça, aguardando transferência para Goiás.

Confira a fala do delegado Pedro Democh: