Especialista Gabriel Peixoto explica como a atividade do Sol interfere no GPS, drones, máquinas agrícolas e tecnologias de precisão

Uma série de tempestades solares registradas nos últimos dias tem chamado a atenção da comunidade científica internacional e de setores que dependem diretamente de sistemas de navegação por satélite. O fenômeno, que atinge todo o globo terrestre, ocorre quando o Sol libera grandes quantidades de radiação eletromagnética por meio de erupções solares, capazes de interagir com o campo magnético da Terra e sua magnetosfera, estrutura natural que funciona como um escudo contra os chamados ventos solares.
De acordo com o geógrafo e professor universitário Gabriel Peixoto, referência estadual no uso de drones aplicados à agricultura e às engenharias, esse tipo de evento, embora geralmente não represente riscos imediatos à saúde humana, pode provocar impactos relevantes no funcionamento de equipamentos tecnológicos. A atmosfera terrestre e os campos magnéticos costumam oferecer proteção eficaz, mas estudos em andamento indicam que, em situações mais intensas, podem ocorrer efeitos indiretos, como alterações no sono e no sistema cardiovascular.
O principal impacto prático das tempestades solares está na ionosfera, camada da atmosfera localizada entre aproximadamente 60 e 1.000 quilômetros acima da superfície terrestre. A alteração na densidade eletrônica dessa região compromete a propagação de ondas de frequência utilizadas nas comunicações via satélite, o que afeta diretamente sistemas de navegação e posicionamento.
Embora popularmente chamados de GPS, esses sistemas fazem parte de um conjunto mais amplo conhecido como GNSS, que reúne diferentes constelações de satélites. Além do GPS, de origem norte-americana, existem o Glonass, da Rússia, o Galileu, da União Europeia, e o Beidou, da China. Equipamentos modernos interagem simultaneamente com essas redes, o que amplia a precisão, mas também os torna sensíveis a distorções causadas por fenômenos solares.
Quando a comunicação com os satélites é comprometida, os efeitos são sentidos em atividades que exigem alto nível de exatidão, como levantamentos topográficos, operação de maquinário agrícola automatizado, uso de drones, pulverização aérea e sistemas avançados de navegação. Nessas situações, falhas de sinal podem gerar perdas operacionais e exigir a suspensão temporária de trabalhos de campo.
Para monitorar esse tipo de perturbação, especialistas utilizam o Índice KP, que mede a intensidade das alterações no campo magnético terrestre. Valores acima de 4 já indicam risco de instabilidade no sinal de satélite. Segundo o NOAA, órgão meteorológico dos Estados Unidos, a atual onda de tempestades solares deve perder força até o próximo domingo.
Com sólida formação acadêmica e ampla atuação prática, Gabriel Peixoto tem sido uma das vozes mais qualificadas a traduzir esse fenômeno para o público técnico e produtivo. Especialista em fertilidade e manejo de solos, professor de agronomia e consultor técnico, ele destaca a importância de acompanhar alertas geomagnéticos e planejar operações sensíveis à navegação por satélite com base em informações confiáveis.
Mais informações sobre pulverização aérea, uso de drones e consultorias técnicas podem ser obtidas pelo telefone (64) 99338-3163 ou pelo Instagram @gabriel.peixoto.go.













