Vítima de espancamento brutal em Urutaí recebe alta hospitalar e emociona ao retornar para casa

Rapaz de 30 anos, passou dias internado na UTI após agressão que chocou o país; crime é investigado como possível caso de homofobia

(Foto: Reprodução)

O jovem de 30 anos, natural de Urutaí, no sudeste de Goiás, recebeu alta hospitalar neste domingo (6) após uma semana internado em estado grave. Ele foi vítima de uma agressão brutal ocorrida no último dia 30 de março e chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido à gravidade dos ferimentos.

O caso ganhou ampla repercussão estadual e nacional, não apenas pela violência com que foi praticado, mas também pelo fato de os agressores incluírem menores de idade e, de forma ainda mais estarrecedora, um primo da própria vítima. As agressões teriam sido motivadas por homofobia, segundo informações preliminares apuradas pelas autoridades.

Uma testemunha relatou ter ouvido gritos na rua e flagrou os adolescentes, de 15 e 16 anos, gritando frases como “vamos manter ele” enquanto o agrediam. Ambos foram apreendidos ainda durante a madrugada e encaminhados à delegacia, onde um deles confessou a participação no crime.

Além dos dois adolescentes já detidos, a Polícia Civil investiga a participação de um terceiro envolvido, que teria fugido do local antes da chegada das equipes. Até a última atualização desta reportagem, ele ainda não havia sido localizado.

A violência do caso causou revolta entre os moradores de Urutaí e mobilizou organizações em defesa da comunidade LGBTQIA+, que emitiram notas de repúdio e exigiram providências imediatas das autoridades. O crime é tratado como lesão corporal de natureza grave, mas pode ter a tipificação alterada conforme o avanço das investigações.

Neste domingo, após dias de recuperação intensa, a vítima apareceu em um vídeo gravado dentro da ambulância comemorando o retorno para casa. A imagem emocionou familiares, amigos e apoiadores que acompanharam sua luta pela vida.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer as circunstâncias do crime e, se confirmada a motivação homofóbica, garantir que o caso seja tratado com o devido rigor da lei.