Área desapropriada foi avaliada em R$ 550 mil, mas família questiona valor na Justiça

A cena de uma idosa tentando impedir o avanço das obras de duplicação da GO-330, em Catalão, ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. O caso envolve uma disputa judicial relacionada ao valor da indenização pela desapropriação de uma área rural às margens da rodovia.
Segundo o Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a área desapropriada possui cerca de nove hectares e foi avaliada em R$ 550,1 mil, valor depositado judicialmente conforme laudos técnicos elaborados por engenheiros e peritos especializados.

A proprietária Maria da Paz e seu filho foram comunicados oficialmente da desapropriação no dia 20 de março deste ano. Conforme o processo, com o depósito realizado em juízo, a Justiça autorizou a posse da área para continuidade das obras de duplicação da rodovia.
Ainda de acordo com o Governo de Goiás, o valor depositado equivale a aproximadamente R$ 61 mil por hectare, quantia considerada compatível com avaliações técnicas e com o mercado rural da região.
A família, no entanto, contesta a avaliação e ingressou na Justiça solicitando uma indenização de R$ 5,8 milhões pela área desapropriada. A defesa dos proprietários argumenta que o valor apresentado pelo Estado não reflete integralmente o patrimônio atingido pela desapropriação. Os advogados sustentam ainda que, além do valor da terra, também devem ser considerados os impactos financeiros e os prejuízos econômicos causados pela perda da área rural.

O caso segue em tramitação judicial.
A duplicação da GO-330 é considerada uma das principais obras de infraestrutura do Sudeste Goiano e deve beneficiar municípios como Catalão e Ipameri, com melhorias na segurança viária e na logística da região.
A Comissão dos Proprietários Atingidos pela duplicação da GO-330 também divulgou um vídeo nas redes sociais comentando o caso. No posicionamento, representante afirma que Dona Maria da Paz não teria interesse em vender a propriedade, alegando que o local possui valor histórico e sentimental para a família. A comissão ainda sustenta que a discussão judicial envolve não apenas o valor da terra, mas também o potencial econômico da área utilizada para extração de cascalho durante as obras.
O espaço segue aberto para a defesa de Dona Maria da Paz e familiares caso queiram se manifestar sobre o caso.














