Subtítulo: Acusado confessou o crime, ocultou o corpo no porta-malas e continuará preso; Promotoria pede indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Romário dos Santos Cruz pela morte da motorista de aplicativo Vanessa Jussara da Silva, de 38 anos, em Uberlândia. A denúncia, apresentada ao Poder Judiciário na quarta-feira (19), aponta que o crime foi motivado por ciúmes e sentimento de posse — características que, segundo o órgão, configuram feminicídio.
De acordo com o MPMG, Romário utilizou um recurso que dificultou a defesa da vítima e agiu por motivo fútil, circunstâncias que tornam a pena mais severa caso seja condenado. Ele permanece preso no Presídio Professor Jacy de Assis e responderá também por ocultação de cadáver.
A Promotoria de Justiça solicitou ainda que o acusado seja condenado a pagar uma indenização mínima de R$ 50 mil pelos danos causados, valor destinado aos sucessores de Vanessa.
Confissão e ocultação do corpo
O inquérito da Polícia Civil, concluído em 20 de outubro, revelou que Romário asfixiou Vanessa com as mãos e, em seguida, utilizou uma corda de varal para completar a agressão. Depois, colocou o corpo da mulher dentro do porta-malas do próprio veículo dela e dirigiu por cerca de 14 quilômetros até abandonar o carro em uma estrada na zona rural.
O veículo foi encontrado no dia 9 de outubro, confirmando a morte da motorista. O acusado, de 34 anos, confessou o crime durante as investigações.
Desaparecimento e suspeitas
A família de Vanessa registrou o desaparecimento no dia 7 de outubro, após três dias sem notícias. Parentes relataram à polícia que a vítima mantinha um relacionamento conturbado com Romário, marcado por agressões anteriores.
A última vez que Vanessa foi vista com vida foi no dia 4 de outubro, em um bar na Avenida Solidariedade, no Bairro Residencial Integração. No dia 8, uma vizinha alertou os familiares sobre comportamentos suspeitos do namorado da vítima, que estaria cavando um buraco no quintal e havia sinais de sangue pelo local. Eles acionaram a Polícia Militar, mas nada foi encontrado na ocasião.
Relacionamento marcado por violência
Segundo a família, Vanessa e Romário discutiram na noite de 5 de outubro, na casa do acusado. Durante a briga, ele a asfixiou e escondeu o corpo.
A irmã da vítima, a comerciante Lígia Kátia Silva, contou que Vanessa nasceu em Piumhi, no Centro-Oeste de Minas, e mudou-se para Uberlândia ainda na infância. A motorista morava com as duas filhas, de 10 e 19 anos, no Bairro Novo Mundo. Mesmo vivendo atualmente em Araguari, Lígia manteve forte vínculo com Vanessa, marcado por parceria e cumplicidade.
O caso segue na Justiça.













