Entre os detidos estão três motoristas e um funcionário da empresa; prejuízo estimado pode chegar a R$ 3 milhões, segundo a investigação

Quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (6) suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de cargas na CMOC – unidade Fosfato Catalão, localizada no terminal da CopeBrás, em Catalão, no sudeste de Goiás. Entre os detidos estão três motoristas de caminhão e um funcionário da empresa.
De acordo com a Polícia Civil, as prisões ocorreram após a empresa procurar o Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic), no bairro Nossa Senhora de Fátima, ao identificar irregularidades durante uma auditoria interna. Segundo a polícia, havia indícios de que cargas estavam sendo retiradas da unidade com o uso de notas fiscais falsas.
Em entrevista ao portal Zap Catalão, o delegado Marcos Vinícius explicou que, a partir das informações repassadas pela empresa, a equipe passou a monitorar a movimentação de caminhões no local.
“Conseguimos identificar os prováveis autores e percebemos a movimentação dos caminhões nesta manhã. Entramos em contato com a empresa e verificamos que eles estavam carregando normalmente”, afirmou o delegado.

Segundo Marcos Vinícius, dois caminhões já deixavam o local quando foram abordados. Os motoristas apresentaram notas fiscais que, após verificação imediata, foram identificadas como falsas. A polícia também recebeu a informação de que um terceiro caminhão ainda estava sendo carregado, e o motorista também foi abordado e conduzido à delegacia.
Além dos motoristas, um colaborador da empresa foi preso. Conforme a investigação, ele seria o responsável por fornecer as notas fiscais falsas que permitiam a liberação das cargas.
A empresa estima que os desvios vinham ocorrendo há pelo menos dois meses, com prejuízo aproximado de R$ 3 milhões. Segundo o delegado, esse valor corresponde ao total estimado do período e não apenas ao material apreendido nesta terça-feira.
“Acreditamos que esses crimes já vinham acontecendo há meses. Esse valor é global, referente a todo o tempo em que os desvios ocorreram”, explicou.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o destino das cargas desviadas não foi informado pelos suspeitos. Como as notas fiscais eram consideradas “frias”, não foi possível identificar de imediato para onde os produtos estavam sendo levados.
As investigações continuam e, segundo o delegado, novos desdobramentos não estão descartados. “Apreendemos material de prova que será analisado. Acreditamos que será possível identificar outros colaboradores e também os receptadores dessas cargas, tanto em Catalão quanto em cidades vizinhas”, disse.
Os suspeitos podem responder por furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas, além de uso e falsificação de documento público. A polícia também apura a possibilidade de associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a cerca de 16 anos de prisão, conforme explicou o delegado.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.
CONFIRA NOTA OFICIAL DA EMPRESA CMOC:
Posicionamento sobre investigações da Polícia Civil na unidade Fosfatos Catalão
A CMOC Brasil informa que hoje, 6 de janeiro de 2026, acionou a Polícia Civil após identificar indícios de possível desvio de produtos em suas operações na unidade Fosfatos Catalão. A partir disso, as autoridades deram início às investigações cabíveis.
A empresa está colaborando integralmente com a apuração dos fatos e reforça que não compactua com qualquer prática irregular, mantendo seu compromisso com a ética, a transparência e o cumprimento da legislação.
A CMOC Brasil permanece à disposição das autoridades competentes.
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